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  • Mateus Cosac

Morning Call - 23/03/2020

Sexta Feira: O Ibovespa acompanhou a piora das bolsas americanas e devolveu o alívio visto após o Fed anunciar ação coordenada com outros bancos centrais para tornar mais frequentes operações de swaps entre os BCs. O sentimento nos mercados piorou depois que a União Europeia disse que a recessão deste ano pode ser tão ruim quanto a de 2009 e o Goldman Sachs alertou para possível encolhimento da economia americana em 24% no segundo trimestre na comparação anual. No dólar, que seguia em queda, mas sustentando o nível de R$ 5,00, o alívio começou a perder força e o BC interveio com leilão de moeda à vista ao final da tarde, depois de ter estreado o repo com títulos soberanos denominados na moeda americana. Os juros futuros caíram na maioria dos contratos, num ambiente caracterizado pela liquidez fraca, por conta da alta volatilidade, das zeragens vistas nos últimos dias e do aumento do home office entre investidores e participantes do mercado para enfrentar o coronavírus. No EXTERIOR, o S&P 500 caiu ao menor nível em três anos e chegou à maior queda semanal desde 2008. O petróleo teve a maior queda semanal desde 1991 com demanda em foco. O estado de Nova York determinou que todos os trabalhadores não essenciais fiquem em casa e os EUA, assim como o Reino Unido, alertaram que as medidas de distanciamento social podem durar mais do que o esperado. O BC do México reduziu o juro de 7% para 6,5%.


Hoje: Campos Neto e diretores do BC falam sobre medidas de combate ao Covid-19 às 9:00, justamente na abertura do mercado e uma hora após a divulgação da Ata do Copom, antecipada para esta segunda às 8:00. Investidores vão monitorar com atenção a ata e a fala do presidente do BC em busca de sinais de possíveis novos alívios monetários, por meio da Selic ou outras medidas, após o comunicado cauteloso da última semana ter gerado volatilidade nos juros futuras. O dólar, que teve alívio na sexta com BCs globais, hoje pode retomar pressão com exterior negativo e sem atuação do BC, embora em parte a tendência dependa de a entrevista do BC trazer ou não alguma novidade sobre ações no câmbio. Bolsas externas voltam a cair com aumento do número de mortes na Europa, bloqueio na Índia e após democratas barrarem aprovação de pacote nos EUA. Na agenda, Focus deve mostrar corte das previsões para o PIB em meio a uma onda de previsões de recessão no Brasil e EUA. Governo deve seguir anunciando medidas contra a crise.


Bom dia e boa semana para todos.

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