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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 23/01/2018

A apreensão sobre a economia global se impôs sobre os ativos brasileiros ontem. O dólar chegou a bater nos R$ 3,81 (fechou R$ 3,8050) e o Ibovespa voltou à casa dos 95.000 pontos (95.103 pontos, queda de 0,94%). A piora veio sobretudo no final da tarde, com a notícia do Financial Times de que os EUA rejeitaram uma oferta da China nas negociações comerciais. Durante parte do dia, os ativos conseguiram exibir desempenho mais favorável, na expectativa sobre o discurso de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Entretanto, a fala foi breve e sem ênfase na reforma da Previdência, o que deixou a condução dos mercados locais nas mãos do clima externo. Já os juros futuros viveram um caso à parte: enquanto o dólar acelerava a valorização, os juros buscaram a contramão, reverteram a alta e fecharam em queda. Motivo: Ilan falou sobre juros estimulativos, em entrevista à Reuters. O BC divulgou nota dizendo que a mensagem de política monetária não mudou.

Nos EUA, as bolsas recuaram, já que o cenário nebuloso para o comércio e o crescimento global continuou a pesar no apetite por risco. A fala de presidente chinês, Xi Jinping, sobre necessidade de manter a estabilidade política, sinaliza crescente preocupação com desaceleração da economia do país. O petróleo caiu 2% com as crescentes preocupações de que a desaceleração do crescimento na China e na economia global enfraqueceria a demanda por petróleo bruto.

Hoje o S&P futuro opera de lado e o dólar interrompe avanço, em aparente alívio após selloff que abateu as bolsas de NY e moedas emergentes na ontem. Bolsonaro disse, em Davos ontem mais tarde, que a reforma da Previdência vai ser substancial e grande parte das estatais será privatizada, em tom mais forte do que o apresentado na véspera. Ele e Guedes têm nova chance de convencer investidor sobre reformas com entrevista hoje às 13:00, além de encontros com autoridades e empresários em Davos.



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