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  • Mateus Cosac

Morning Call - 22/11/2019

O feriado nos EUA e a ausência de catalisadores murchou as negociações com os ativos brasileiros ontem. O dólar, juros e bolsa ficaram perto da estabilidade após um dia morno e de baixa liquidez. A cautela com o crescimento global, após dados da China e corte de projeção pelo FMI, também impediu qualquer impulso. Pela manhã, prevaleceu o desconforto trazido pelo noticiário sobre os depósitos na conta de Flávio Bolsonaro, em razão de possíveis desdobramentos desfavoráveis para a reforma da Previdência - em entrevistas a TVs no domingo à noite, o filho do presidente negou irregularidades. Os investidores voltam as expectativas para a participação de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos.


No exterior, o PIB chinês no 4T avançou 6,4% a/a, em linha com as estimativas, continuando a trajetória de desaceleração, na expansão anual mais lenta desde 1990. De outro lado, mesmo com a moderação no ritmo, dados da indústria e do varejo de dezembro aceleraram e ficaram acima da expectativa, além da manutenção do nível de investimento. O FMI cortou projeção para o crescimento global de 3,7% para 3,5% neste ano, o crescimento mais fraco em três anos. "A economia mundial está crescendo mais lentamente do que o esperado, e os riscos estão aumentando", disse a diretora- gerente do FMI, Christine Lagarde, a jornalistas em Davos. O petróleo se estabilizou perto da máxima em dois meses, em meio a um recuo na atividade de extração dos EUA, enquanto negociações comerciais entre EUA e China deixam perspectiva incerta para a demanda.


Hoje as bolsas e as commodities amanheceram caindo e dólar subindo no exterior com sentimento negativo após China alertar sobre necessidade de manter estabilidade política e FMI cortar previsão para PIB global. Aversão ao risco pode ofuscar eventual resposta positiva do mercado às notícias sugerindo que reforma da Previdência pode ser ampla, incluindo militares e alíquota maior de servidores, apesar da resistência destes segmentos. Bolsonaro deve dizer que Brasil está aberto a investimentos em Davos, mas sem detalhar reforma. Brasil tem agenda fraca e EUA divulgam dado de moradias na volta do feriado.



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