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  • Mateus Cosac

Morning Call - 22/11/2018

Atualizado: 23 de Nov de 2018

O dólar subiu (quase 1% aos R$ 3,80) e a bolsa caiu 0,85% (87.176 pontos) ontem, em consequência principalmente de um ajuste após o feriado, quando as principais praças brasileiras estavam fechadas e os mercados internacionais sofreram com aversão a risco. O único segmento a escapar dessa correção foi o de juros, no qual as taxas operaram em queda desde cedo, acompanhando um movimento semelhante nos mercados emergentes. Números mais fracos da economia americana vêm alimentando especulações de que o Fed pode fazer uma pausa na alta de juros, o que está reavivando o interesse por ativos emergentes, começando pelos mais afetados. Esses dados se somam às declarações do vice-presidente do Fed Richard Clarida, na semana passada, de que há "alguma evidência" de que a economia mundial está esfriando.

Lá fora, as bolsas americanas subiram com a alta das ações de tecnologia e energia. Títulos do Tesouro caíram com o dólar, em meio a especulações de que o Fed pode suavizar sua posição em relação ao aumento das taxas de juros. Os principais índices de ações registraram alta, com a recuperação do petróleo WTI e da Apple, que havia perdido 7,5% na segunda e terça-feira. Porém o volume de negociação foi mais baixo que o normal na sessão, antes do feriado de Ação de Graças hoje. O dólar perdeu força com dados dos EUA mostrando que as encomendas de bens duráveis caíram e os pedidos de seguro desemprego subiram. O petróleo teve a maior alta em quase cinco meses, à medida que as quedas nos estoques de produtos refinados superaram o aumento de outros estoques de petróleo bruto. A Opep deve se reunir com outros grandes produtores em Viena no mês que vem, com proposta da Arábia Saudita de corte de pelo menos 1 milhão de barris por dia para estabilizar os preços.

Hoje o mercado deve ter liquidez reduzida por conta do feriado de Thanksgiving nos EUA, enquanto a agenda e o noticiário inexpressivos mantêm tendência indefinida com viés negativo para ativos de risco no curto prazo. No exterior, petróleo, bolsas europeias e moedas pares do real cedem. No Brasil, cessão onerosa segue na dependência de acordo com estados e municípios e aliados de Bolsonaro tentam articular comando do Congresso, enquanto Pedro Guimarães pode presidir Caixa.



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