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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 22/07/2019

As apostas para redução de juros pelo Fed tiveram mais um ajuste na sexta-feira, na direção do reforço de corte de 0,25 pp, após novos comentários de membros do BC americano que tiveram influência altista sobre o dólar no exterior e aqui. Primeiro, o Fed de NY esclareceu que as declarações de John Williams, que levaram os mercados a reforçarem na quinta-feira apostas de corte mais agressivo dos juros, não tratavam de ações políticas potenciais na próxima reunião do FOMC, mas estavam num contexto acadêmico de 20 anos de pesquisa. À tarde, foi a vez de James Bullard, do Fed de St. Louis, dizer que gostaria de ver um corte de 0,25 pp no


dia 31. O dólar subiu ao patamar de R$ 3,74, encerrando a semana com alta modesta, após duas quedas semanais. O Ibovespa registrou a segunda semana seguida de perdas, com baixa de mais de 1,21% aos 103.451 pontos, capitaneada por bancos. A queda se aprofundou junto com a baixa do S&P-500, por causa das tensões no Golfo Pérsico.


No exterior, as bolsas americanas caíram e o petróleo subiu com a escalada de tensões no Golfo Pérsico, além de especulações de que o Fed irá limitar corte de juros a 0,25 pp. Índices aprofundaram perdas depois de notícias de que a Guarda Revolucionária do Irã apreendeu um petroleiro britânico no estreito de Ormuz; mais tarde, o presidente Trump disse que trabalharia com o Reino Unido na questão.


A semana começa com o mercado externo com desempenho relativamente positivo, enquanto investidores aguardam decisão do BCE na semana e monitoram balanços e negociações comerciais. S&P futuro sobe e ações de petrolíferas, siderúrgicas e mineradoras são destaque na Europa. Petróleo avança com tensão entre Irã e Reino Unido. Agenda externa esvaziada esta segunda traz fala de Kuroda, do BOJ. No Brasil, o governo deve anunciar liberação do FGTS esta semana. Também estão previstas negociações com caminhoneiros para evitar greve. Agenda local desta segunda destaca pesquisa Focus, enquanto IPCA-15 amanhã pode mostrar inflação anual ainda mais distante do centro da meta.



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