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  • Mateus Cosac

Morning Call - 22/02/2021

Sexta: Declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre elevado nível do dólar e futuras mudanças na Petrobras determinaram fortes movimentos no mercado na sexta-feira. Ações da estatal desabaram e comandaram a queda do Ibovespa pelo segundo dia seguido. O comentário sobre o câmbio trouxe desconforto aos investidores comprados em dólar, que reduziram posições, levando à queda da moeda, que colocou o real na melhor posição entre 24 emergentes. No caso dos juros futuros, o movimento foi de alta e aumento da precificação de elevação da Selic já em março, em parte pelo efeito favorável ao câmbio que viria dessa decisão. Outros motivos da alta dos juros foram o anúncio de isenção fiscal para combustíveis por dois meses - um impacto estimado em R$ 3 bi de renúncia de receitas - e a incerteza sobre o desenho do auxílio emergencial, com sinais de que contrapartidas poderiam ser fracas. Em NY, as bolsas americanas apagaram os ganhos à medida que o rendimento dos Treasuries se aproximou de níveis mais altos em um ano. Mercado renovou preocupações de que o aumento dos custos dos empréstimos e pressões sobre os preços possam prejudicar a recuperação econômica.


Hoje: Ativos de Petrobras e ligados a Brasil já reagem no exterior negativamente à decisão de Bolsonaro de demitir o presidente da Petrobras, substituído por um general da reserva. Investidores temem guinada intervencionista e prejuízo para a agenda liberal do ministro Guedes, que ainda não se pronunciou. Recibos da Petrobras despencam na Alemanha e grandes bancos rebaixam recomendações para o papel da estatal. A mídia ainda destaca fala de Bolsonaro sobre colocar o dedo na feridas das tarifas de energia, enquanto a venda de refinarias da Petrobras estaria ameaçada. Além da Petrobras, outros ativos brasileiros, como ações das demais estatais, câmbio e curva de juros também podem reagir mal à decisão de Bolsonaro. Desempenho negativo deve ser amplificado ainda pelo selloff global nos títulos, que impulsiona os yields e derruba bolsas e moedas emergentes, com alta das commodities e estímulos gerando receios inflacionários. Troca de comando movimenta Petrobras no vencimento de opções. BC anuncia rolagem dos swaps de abril integral, além de operação de linha. Agenda destaca ainda Focus e pesquisa CNT sobre popularidade do governo. Onda de IPOs prossegue e dois estados anunciam restrições por Covid. No exterior, fala de Lagarde abre semana que tem Powell como destaque.


Bom dia e boa semana a todos.

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