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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 21/12/2018

O sinal do Fed de menos doses de altas de juros em 2019 foi benéfico para o real e outras moedas emergentes e favoreceu também a queda dos juros futuros ontem, mas o Ibovespa, embora mostrando alguma resistência, não conseguiu evitar a queda (-0,47% aos 85.269 pontos). O índice foi pressionado pelas perdas das bolsas americanas, que caíram forte novamente, e por novo tombo do petróleo.

Nos EUA, pesaram as ameaças de paralisação do governo, diante do endurecimento de Trump na briga pelo financiamento de um muro na fronteira do México, na véspera do término do prazo para aprovação do orçamento. O presidente Trump pressiona Congresso para mais recursos para segurança na fronteira com o México e não vai assinar o orçamento sem os recursos que pediu. O petróleo atingiu o menor nível desde abril de 2016. Nos últimos 70 dias são mais de 40% de queda (gráfico abaixo)

Os futuros apontam para a 3ª baixa seguida do S&P em Nova York nesta manhã, diante dos receios de um shutdown nos EUA. As moedas emergentes perdem fôlego. PIB e outros dados nos EUA podem adicionar volatilidade ainda pela manhã. No Brasil, o BC faz nova oferta de US$ 1 bi em leilões de linha e encerra a rolagem de swaps do mês nesta véspera do feriado de Natal. Juros futuros podem reagir ao IPCA-15, que deve ter deflação. Bateria de indicadores inclui ainda contas externas e arrecadação, após Caged (dados de emprego no Brasil) superar previsões na véspera. No noticiário corporativo, Petrobras estuda alternativas após liminar do ministro Marco Aurélio e suspende comercialização com Vitol, enquanto Embraer tenta manter acordo com Boeing.





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