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  • Mateus Cosac

Morning Call - 21/11/2019

O mercado se comportou bastante bem durante as primeiras semanas do ano. As bolsas avançaram em média 7% e o dólar cedeu contra a maioria das moedas da cesta (quadro abaixo). Por aqui, os ativos acompanharam o movimento do exterior. O dólar com menos intensidade (quadro abaixo) do que o Ibovespa, que teve um desempenho melhor do que qualquer outro índice de ações que tenham alguma relevância no mundo.  

Na sexta feira, o Ibovespa cravou nova máxima histórica em reais e, em dólar, se aproxima do nível mais alto em um ano embalado por notícias sobre propostas mais duras na discussão da Previdência. Mais detalhes sobre as mudanças que farão parte da bandeira da equipe econômica de Bolsonaro devem surgir nesta semana em Davos. O movimento das ações foi potencializado pelo rali em NY com notícia de que a China ofereceu um caminho para atenuar lacuna comercial com EUA. O dólar cumpriu um pregão volátil e fechou na 4ª alta seguida.

No exterior, sinais de que os EUA e a China estão próximos de uma trégua nas desavenças comerciais e maior expansão em 10 meses da produção manufatureira americana ajudaram a impulsionar a confiança do investidor. S&P, Dow Jones e Nasdaq subiam mais de 1% no fim do dia. A China teria oferecido aumentar as importações de produtos americanos por seis anos, em valor combinado de USD 1 trilhão, para reparar as relações entre os dois países. O presidente do Fed de NY, John Williams, disse mais cedo que o BC americano deve ser paciente em relação ao aperto da política monetária à medida que o crescimento econômico dos EUA se atenua.

A semana começa com os mercados externos em manhã ligeiramente negativa com receios sobre guerra comercial ofuscando PIB dentro do previsto na China. Feriado nos EUA pode encurtar liquidez global. No Brasil, Ibovespa conta com Bolsonaro e Guedes em Davos para manter otimismo com reformas e privatizações e segue rumo aos 100.000 pontos, enquanto o CDS se aproxima dos 170 pontos. Filho do presidente vai à TV explicar pagamento e governo busca se distanciar do caso, enquanto PT discute CPI.




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