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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 21/09/2021

Ontem: A preocupação dos investidores com o setor imobiliário da China, a partir da crise da incorporadora Evergrande e seu potencial de contágio nos mercados, desencadeou um sell-off global que arrastou os ativos brasileiros, especialmente a bolsa e o real. A empresa chinesa tem um vencimento de cerca de US$ 100 milhões a honrar na quinta-feira. Analistas citaram ainda certa cautela antes de decisão do Fed na quarta-feira. O Ibovespa chegou a cair mais de 3% e fechou com perda de 2,3%, à medida que as bolsas em NY também deixaram seus níveis mínimos, com o S&P 500 saindo de uma queda de até 2,9% para uma baixa de 1,7%. Vale liderou as perdas com queda do minério e deixou o posto de empresa mais valiosa da América Latina. O dólar chegou a subir 1,6% e reduziu a alta no final da tarde para pouco menos de 1%, embora o real se mantivesse entre os piores desempenhos em cesta de divisas emergentes. Os juros futuros não acompanharam tão de perto a correção dos outros mercados porque as taxas longas já tinham subido muito e o mercado já vem se ajustando para esperar uma alta de 1pp na Selic na quarta-feira pelo Copom, depois de chegar a precificar uma aceleração antes. Ao final da sessão regular, os juros curtos mostraram leve ganho, enquanto médios e longos caíram.


Hoje: Mercado global faz uma pausa na ampla liquidação de ativos gerada pelos receios sobre a dívida da Evergrande. Futuros das ações em NY, petróleo e moedas emergentes têm altas moderadas, enquanto a derrocada do minério de ferro ganha alívio. Melhora é parcial e mercado mantém pé atrás diante do calendário de pagamentos da firma chinesa, que inclui mais de US$ 100 mi na quinta-feira. Um dia antes, possível discussão sobre retirada de estímulos no Fomc, nos EUA, e retorno de feriado chinês poderão gerar volatilidade. Também no mesmo dia no Brasil, Copom deve elevar a Selic em 1pp, num momento em que a alta do dólar restringe o efeito deflacionário da queda das commodities. Melhora dos ativos locais depende ainda de uma solução para os precatórios, que sai esta semana, segundo Pacheco. Juros futuros podem reagir ao leilão de NTN-B. Na cena corporativa, Totvs define preço em follow-on e Novonor avalia todas as alternativas para vender fatia na Braskem. Em NY, Bolsonaro fala na ONU.


Bom dia

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