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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 21/08/2020

Ontem: Depois de forte estresse visto pela manhã (dolar bateu nos R$ 5,67) em reação à derrubada pelo Senado do veto presidencial a reajuste de servidores, os ativos brasileiros tiveram notável alívio com Rodrigo Maia, disposto a virar o jogo na Câmara, e com dois leilões do BC de dólar à vista, que despejaram mais de US$ 1 bi no mercado. Ao final da tarde, o dólar já tinha apagado uma alta que chegou a 2,1% na máxima, enquanto os juros futuros acompanharam a melhora até o encerramento da sessão regular. A bolsa passou da queda à alta, fechando com avanço de 0,6%. Bom humor externo também contribuiu para a descompressão dos ativos no âmbito doméstico. As bolsas americanas subiram com os ganhos de ações de tecnologia, que levaram o índice Nasdaq a renovar recorde histórico e reduziram preocupações com o ritmo de recuperação da economia. O rali de papéis como da Apple e Tesla ofuscou a queda de produtores de energia e bancos. A noite, a câmara manteve o veto ao reajuste dos servidores, contrariando o senado, com placar folgado, evitando assim um agravamento adicional da crise.


Hoje: O mercado deve respirar aliviado, mas o efeito tende a ser limitado porque o resultado era previsto. Analistas que previram o desfecho já alertavam que, mesmo com o veto mantido, a derrota surpreendente anterior no Senado deixava sequelas, realçando os riscos fiscais ampliados por dificuldades do governo na articulação com Congresso. Exterior misto também não ajuda hoje. Euro e yields de títulos recuam, enquanto índice dólar tem leve alta com PMIs frustrantes na Europa. Bolsas mostram pouco ímpeto. EUA também divulgam PMI nesta sexta após dado negativo de emprego ontem. No Brasil, agenda esvaziada traz teste do BC no mercado secundário de títulos privados. Na política, Bolsonaro volta ao Nordeste embalado pelo efeito da ajuda emergencial em sua popularidade. PGR pede informações sobre suposto pagamento da JBS a Wassef.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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