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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 21/01/2021

Ontem: Dólar caiu quase 1% com o ambiente externo favorável ao risco sustentado pela expectativa de mais estímulos no governo de Joe Biden. Juros futuros devolveram a baixa antes de reunião do Copom, com expectativa de retirada do forward guidance diante das pressões inflacionárias. Já o Ibovespa cedeu às preocupações com o ritmo da vacinação do Brasil e possível aumento de gastos pelo governo. Varejistas, no entanto, subiram com perspectiva de que a piora da pandemia aumente novamente as vendas online. A Fiocruz adiou para março a entrega de vacinas por conta da falta de insumos da China e o Butantan esperava até o final do mês a chegada de material para produção. Em NY, bolsas bateram recordes com otimismo de que os gastos do novo governo democrata reativem o crescimento e impulsionem os lucros das empresas.


Hoje: Copom mantém a Selic em 2% e retira o forward guidance, deixando de se comprometer com juro estável. Ambas as decisões eram esperadas, mas algumas alterações tópicas deram um tom levemente mais hawkish (duro) ao comunicado do BC - o que deve antecipar apostas em alta da Selic e pode trazer alívio ao dólar e curva de juros. BC disse que a inflação subjacente está acima da meta e que os estímulos devem seguir elevados, mas acrescentou que a condição vale “neste momento”. Câmbio também tem ajuda externa, com índice dólar em baixa pelo 4º dia seguido. Ativos no exterior ainda podem reagir à decisão do BCE, seguida por fala de Lagarde, e dados nos EUA. No Brasil, efeito do Copom na curva de juros pode ser limitado por leilão de prefixados e LFTs do Tesouro. Cena corporativa destaca bookbuilding do BTG Pactual e notícias sobre IPO. Incertezas sobre avanço da Covid e vacinas atrasadas persistem, mas com certo alento. Governo Bolsonaro busca negociações com a China após iniciativas de Doria e Maia em destravar contatos com a nação asiática produtora dos insumos da Coronavac.


Bom dia a todos.

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