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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 20/12/2018

Os ativos locais reduziram ou inverteram ganhos ontem após a comunicação do Fed menos dovish, menos flexível, do que era esperada, na mesma linha do movimento visto nos mercados internacionais. O dólar amenizou a queda (R$ 3,8950 depois de ter batido nos R$ 3,8650) e a bolsa reverteu alta, fechando na mínima (-1,08% aos 85.673 pontos), na esteira do comportamento das bolsas americanas.

Lá fora, o BC americano elevou o juro pela quarta vez em 2018 (de 2,25% para 2,50%), como o estimado, sinalizou duas altas em 2019, ante três apontadas na reunião anterior, mas não sancionou as expectativas mais otimistas do mercado, seja de pausa, seja de apenas uma alta no próximo ano ou de retirada da indicação de elevações graduais. Ao final da tarde, ainda com Jerome Powell falando, o Dollar Index reverteu a queda. O presidente do BC americano, que foi criticado por Trump ao longo da semana, aproveitou para dizer que considerações políticas não têm um papel na política monetária do Fed.

Futuros apontam nova queda para o S&P nesta manhã, que perdeu 1,5%. Já o dólar se enfraquece ante iene e moedas pares do real e commodities recuam. O petróleo retoma queda e pode pressionar Petrobras, também afetada por decisão desta quarta-feira de Marco Aurélio, do STF, que dificulta venda de ativos. Liminar que poderia livrar Lula foi derrubada, amenizando potencial ruído político na virada do ano, enquanto voto aberto pode influenciar eleições no Congresso.



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