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  • Mateus Cosac

Morning Call - 20/08/2019

Mesmo com as bolsas americanas e europeias em alta, a aversão ao risco continuou ontem para o lado dos emergentes, prejudicando as moedas e levando o Ibovespa a cair 0,34%, em contraste com a alta de mais de 1% do S&P 500. O Índice Dólar foi ao maior nível deste ano depois da fala de Eric Rosengren, do Fed de Boston, que não vê evidências de que a economia dos EUA caminhe para algo mais do que uma desaceleração. Aqui, o dólar chegou a superar R$ 4,07, na maior cotação desde maio e o real liderou as perdas em cesta de 24 divisas emergentes, seguido pela lira turca, rand e peso mexicano.


Lá fora, as bolsas americanas e o petróleo subiram após o governo americano sinalizar progressos nas negociações comerciais com a China ao adiar as sanções contra a Huawei. As especulações sobre estímulos fiscais na Alemanha continuaram a conferir força aos mercados. Eric Rosengren, do Fed de Boston, argumentou mais uma vez contra novos cortes na taxa de juros pelo BC americano, dizendo que não está convencido de que a desaceleração do comércio e do crescimento global afetará significativamente a economia dos EUA. Já o presidente Trump defendeu novamente o corte de juros.


Hoje as bolsas externas oscilam sem viés definido enquanto o mercado monitora a guerra comercial e digere sinal cauteloso sobre juros emitido ontem por dirigente do Fed, que enfraqueceu moedas emergentes. Mau humor externo também é reforçado por crise da Argentina, que volta de feriado hoje após títulos caírem na segunda com troca de ministro e rebaixamento dos ratings do país. EUA têm agenda fraca na véspera da ata do Fomc. Aqui dentro o efeito dos leilões de dólar que o BC anunciou na semana passada podem ajudar a reduzir a dívida bruta, mas têm efeito residual no preço. Com agenda interna de indicadores esvaziada, tramitação da reforma da Previdência e da MP da liberdade econômica no Senado fica no radar, enquanto Câmara discute marco do saneamento.

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