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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 20/03/2020

Ontem: O exterior trouxe algum alívio ao dólar e ao Ibovespa, ainda que a volatilidade continue sendo a marca dos dias atuais. O Fed anunciou linhas de swaps em dólar com mais nove bancos centrais, incluindo o brasileiro, repetindo medida adotada na crise de 2008. O dólar, que chegou aos R$ 5,21 após abertura, desacelerou a alta até virar para queda ao final da tarde, com a ajuda também de um novo leilão de moeda à vista feito pelo BC. O Ibovespa subiu junto com as bolsas em NY, onde os investidores foram à caça das pechinchas, principalmente no setor de tecnologia, e com a alta dos preços do petróleo. Já no mercado de juros, curtos caíram mesmo que o BC tenha sinalizado manutenção da Selic após o corte de 0,50 pp de quarta-feira, o que refletiu certo ceticismo dos investidores quanto à sustentação desse sinal, diante de uma crise global profunda e ainda longe do fim. Os longos subiram ao final da sessão regular com adição de prêmio de risco por causa da conjuntura mundial e local, onde paira receio fiscal, com necessidade de gastos contra o coronavírus e atraso das reformas.

No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram em meio a medidas de governos e bancos centrais para mitigar o impacto econômico provocado pela epidemia. Rendimento dos Treasuries caem, índice dólar em alta pelo oitavo dia seguido. Mais cedo, o presidente Donald Trump anunciou um remédio usado no combate à malária como droga experimental no tratamento a pacientes com coronavírus; segundo o FDA, o medicamento ainda não foi aprovado para tratar a doença.


Hoje: Bolsas pelo mundo sustentam a alta e o índice dólar tem 1ª queda em nove dias enquanto mercado avalia medidas adotadas em todo o mundo para aliviar a crise. Se ontem o câmbio no Brasil teve ajuda do swap com o Fed, hoje o Banco Central busca arrefecer a pressão nos títulos soberanos negociados no exterior com a recompra destes papéis. Tesouro também segue com compra e venda de tíulos locais, mas BC ainda não anunciou atuação no câmbio. Volatilidade global, embora caindo ante o pico de 82 na segunda, segue muito alta, acima de 60. Analistas não veem a situação se normalizando no curto prazo e, após bancos passarem a prever recessão, governo brasileiro também deve rever PIB. Comércio prevê cinco milhões sem emprego até abril, diz Estado, e suspensões de IPOs continuam. Casos do vírus já passam de 600 no Brasil e mortes superam 10.000 globalmente.


Bom dia e um bom final de semana para todos.

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