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  • Mateus Cosac

Morning Call - 20/03/2019

O dia parecia ir muito bem ontem, com os ativos emergentes beneficiados pela expectativa de um Fed dovish (mais flexível) hoje, mas faltou fôlego ao final da sessão, diante de relatos que a China está com pé atrás nas negociações comerciais com os EUA. O Ibovespa, mais uma vez, chegou a operar na casa dos 100.000 pontos, sem conseguir sustentar o patamar, até fechar em queda de 0,41% aos 99.588 pontos. O dólar apagou a baixa, depois de chegar a ser negociado abaixo de R$ 3,7650 na mínima do dia e encerrou o dia aos R$ 3,7892. Os juros futuros médios e longos encerraram em queda, mas não perto das mínimas, enquanto curtos ficaram estáveis na expectativa de Selic inalterada na reunião do Copom, que também acontece hoje. Nesta véspera da chegada da reforma dos militares ao Congresso, o CDS de 5 anos do Brasil caiu aos 150 pontos-base, menor nível em um ano e em patamar similar aos tempos em que o país surfava no grau de investimentos.


No exterior, as bolsas americanas e o petróleo foram da alta à estabilidade em meio a relatos de que representantes do governo dos EUA temem um retrocesso da China nas negociações comerciais. Autoridades chinesas mudaram de postura porque, depois de concordarem com mudanças em suas políticas de propriedade intelectual, não receberam garantias do governo americano de que as tarifas impostas aos seus produtos seriam suspensas, disseram pessoas sob condição de anonimato. Em meio à indefinição sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, uma autoridade da UE disse que os países do bloco darão um ultimato à Theresa May no encontro em Bruxelas que acontece amanhã. A primeira-ministra britânica será instada a decidir até meados de abril se vai estender o Brexit até 2020 ou se arriscará a saída em três meses sem um acordo.


Hoje o mercado aguarda logo de manhã o ok do presidente Bolsonaro sobre a previdência dos militares. Segundo o Estado, a proposta pode ser mais dura, o que pode agradar o investidor se for confirmado. Agenda forte desta quarta se completa à tarde com o Fomc, que deve manter juro estável. Mercado, que opera sem direção esta manhã, buscará no comunicado e fala de Powell indicações sobre as elevações previstas para o ano. Noticiário corporativo destaca demanda 3 vezes maior em emissão da Petrobras, que pode receber mais de US$ 18 bi em compensações, aumento de capital de R$ 8 bi do Bradesco e adiamento do balanço da Eletrobrás. Frigoríficos poderiam comemorar alinhamento de Bolsonaro e Trump, que incluiu um aceno positivo dos EUA sobre carne brasileira, mas o setor tem revés com China.




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