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  • Mateus Cosac

Morning Call - 20/02/2019

Os ativos brasileiros aproveitaram bem a onda externa favorável ontem e também ajustaram o foco para a reforma da Previdência - cujo texto oficial será formalmente apresentado hoje, deixando de lado o episódio da saída do ministro Gustavo Bebianno. O caso acabou sendo classificado por muitos analistas como um “ruído", que não compromete as expectativas de aprovação da reforma, apesar do nítido esforço da imprensa em dar foco no caso. Assim, o dólar caiu pelo terceiro dia em quatro, chegando momentaneamente a romper o patamar de R$ 3,71, os juros futuros recuaram e a bolsa subiu (1,20% para 97.659), quase que recuperando as perdas de dois dias. Entretanto, ao final da tarde, a Câmara aprovou, por 367 votos a 57, a urgência para um projeto que susta os efeitos de decreto da Presidência para ampliar sigilo a documentos públicos. O placar expressivo de derrota do governo, ainda que não comparável com o da votação da Previdência, foi entendido por analistas como um “recado" da Casa chamando o Executivo para conversar.

No exterior, o dólar cedeu antes de discursos de autoridades do Fed nesta semana e da divulgação da ata da última reunião. Os juros das treasuries de 10 anos caíram abaixo de 2,65% com receios de que um acordo EUA/China não seja alcançado até 1º março, data em que seria aplicado aumento de tarifas sobre produtos chineses.

A Reforma da Previdência chega esta manhã ao Congresso e detalhes do projeto podem renovar ânimo do investidor se for confirmada uma proposta robusta, com gordura suficiente para manter economia elevada mesmo após as negociações. Extensão do otimismo, porém, depende de o governo virar página do caso Bebianno. Bolsonaro acena ao MDB com escolha de líder no Senado e DEM busca protagonismo na articulação. No exterior, mercado tem tendência indefinida à espera da Ata do Fomc, que pode esmiuçar sinais recentes mais dovish do Fed.




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