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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 19/11/2019

O dólar superou os R$ 4,21 ao final da tarde de ontem e rumou para o nível recorde de fechamento, enquanto o Ibovespa buscava as mínimas do dia, em meio a uma piora do sentimento em relação às negociações EUA/China. O otimismo que varreu os mercados na sexta-feira, quando aqui era feriado, cedeu lugar à preocupação após notícias de que China estaria pessimista sobre chances de chegar a um acordo com EUA. A falta de fluxo no mercado de câmbio fez com que o dólar rompesse mais facilmente a barreira psicológica dos R$ 4,20 e agora o mercado se pergunta se o BC vai agir. Os juros futuros subiram perto do final da sessão regular levados pelo dólar. Lá fora, o S&P 500 esboçou uma reação e chegou a renovar recorde à tarde com alta de ações de produtos básicos de consumo e eletricidade. O clima em Pequim virou devido à relutância do presidente Donald Trump em reverter tarifas, com as quais a China acreditava que os EUA haviam concordado, reportou a CNBC. O presidente do Fed, Jerome Powell, se reuniu nesta segunda-feira com o presidente Donald Trump e o secretário do Tesouro Steven Mnuchin para discutir a economia, em meio a constantes ataques de Trump à política do BC. Os comentários de Powell “foram consistentes com seus comentários em suas audiências no Congresso na semana passada”, disse o Fed em comunicado, acrescentando que a reunião foi a convite do presidente. Trump disse em um tuíte que a reunião foi “muito boa e cordial”


Hoje o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa de audiência no Senado, a partir das 10:00, e pode ser questionado sobre a alta do dólar, que superou R$ 4,20 e estabeleceu novo recorde de fechamento ontem. Para analistas, o BC só deve intervir se real estiver com desempenho pior que moedas pares emergentes e com um quadro mostrando disfuncionalidade. Desde a frustração com fluxo gerada pela cessão onerosa, real só não se enfraqueceu mais que o peso chileno. Para esta terça, véspera de feriado em SP, foram anunciados apenas leilões conjugados normais. Autonomia e spread bancário também podem ser temas para presidente do BC. Guedes vê déficit menor este ano com reformas, enquanto Senado tenta concluir a PEC paralela da Previdência e comissão deve debater regime de concessão para pré-sal. Agenda ainda traz IGP-M e dado de moradia nos EUA. Os futuros de bolsas em NY sobem nessa manhã.


Bom dia a todos.

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