Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 19/10/2020

Sexta: O aumento do receio fiscal, diante da falta de sinal claro de propostas que possam afastar o risco de uma crise e de discursos conflitantes de autoridades em Brasília, trouxe perdas generalizadas aos ativos brasileiros na sexta-feira. O dólar avançou pelo quarto dia seguido e ao nível mais alto desde o início do mês, enquanto o real liderou perdas entre divisas emergentes, mesmo em dia de queda da moeda americana no exterior. Os juros futuros subiram, especialmente no miolo da curva, mas também em vencimentos longos que chegaram mostrar queda pela manhã. E a bolsa caiu 0,8%, cedendo ao patamar dos 98.000 pontos, sem conseguir acompanhar a alta das bolsas americanas na maior parte do dia, antes que os ganhos fossem apagados em NY. Bolsonaro reafirmou durante a manha sua confia cada vez maior no trabalho de Paulo Guedes, mas isso foi pouco para acalmar o mercado. LÁ FORA, as bolsas americanas encerraram a sessão em direções opostas. S&P 500 ficou estável, enquanto Nasdaq caiu em meio ao vencimento de contratos de opções sobre ações, índices e fundos negociados nas bolsas.


Hoje: Otimismo com estímulos nos EUA volta a impulsionar as bolsas e moedas emergentes após a presidente da Câmara americana, Nancy Pelosi, que se reuniu com secretário do Tesouro no fim de semana, ter estabelecido prazo limite para acordo até esta terça-feira. No Brasil, Guedes e Maia negam prorrogação de estado de calamidade e voltam a reforçar defesa do teto de gastos. IPC-Fipe mostra inflação em São Paulo acima da estimativa e governo zera tarifa de importação para milho e soja, repetindo medida que já havia sido adotada com o arroz. Vale movimenta a cena corporativa com relatório de produção após fechamento. Agenda ainda traz participações de Powell e Lagarde em painel do FMI no exterior e Campos Neto em evento aberto do Milken Institute. Pesquisa Focus e vencimento de opções sobre ações também são destaques.


Bom dia e boa semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Sexta: Apetite ao risco no exterior, enquanto operadores ponderaram chance de Fed desacelerar ritmo do aperto em setembro, e relatos de fluxo doméstico sustentaram a dinâmica positiva dos ativos locai

Ontem: Avanço dos yields e realização de lucros pressionam dólar, que fechou em alta superior a 1%. Moeda renovou a máxima perto de R$ 5,17 e real anotou o pior desempenho entre emergentes. Rendimento

Ontem: Reversão da queda dos yields americanos freou o ímpeto de queda do DI, que chegou a mergulhar pela manhã com o CPI abaixo do esperado nos EUA. Inflação americana aumentou chance de 0,50pp pelo