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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 19/09/2019

A divisão de membros do Fed sobre os próximos passos da política monetária rendeu uma avaliação mais hawkish (dura) aos olhos do mercado, depois do corte de juros em 0,25 pp, como o esperado. Assim, o dólar subiu para R$ 4,10, na reação mais forte entre os ativos, os juros futuros reduziram modestamente a queda e o Ibovespa chegou a cair 0,9%, antes de suavizar movimento junto com as bolsas americanas. O S&P 500 eliminou perdas com a promessa do presidente do Fed, Jerome Powell, de estar atento a qualquer sinal de desaceleração econômica. Powell disse que se economia enfraquecer, mais cortes podem ser necessários. “Olhamos cuidadosamente decisão por decisão”, disse ele. Também indicou que é possível o Fed retomar o “crescimento orgânico do balanço” mais cedo do que pensava. O Fed de NY repetiu hoje sua atuação no mercado monetário, retomada ontem após uma década, e destinada a acalmar o nervosismo gerado por liquidez apertada. Outra foi anunciada para amanhã.


Hoje, os juros futuros curtos devem reagir em baixa ao Copom, que cortou a Selic a novo piso histórico de 5,5% com comunicado dovish (mais flexível) que aumenta as chances de taxa abaixo de 5% no fim de 2019. BC não retirou nem condicionou sinalização de novos cortes, como parte do mercado esperava. Mesmo com dólar a R$ 4,05 e Selic a 5%, IPCA em 2020 seria de 3,8%, abaixo da meta. Comunicado ainda deixa de apontar reforma como risco preponderante, sugerindo otimismo com PEC prestes a passar no Senado, enquanto quadro externo é visto como deflacionário. Analistas esperam reação de alta do dólar, confrontando sinal pró-cortes do BC brasileiro com Fed menos dovish. No exterior, iene e franco suíco sobem após BCs dos respectivos países manterem suas taxas. No entanto, pressão forte sobre o real não é consenso, dado que expectativa de cortes maiores da Selic já vinha crescendo antes do Copom. Bolsa ainda reage à Petrobras, que elevou preços dos combustíveis após alta do petróleo, em sinal de autonomia da empresa. Agenda do dia traz decisão do BC britânico e dado de moradias no exterior e confiança da indústria no Brasil.


Bom dia a todos

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