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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 19/07/2019

Os comentários de John Williams, do Fed de NY, considerados de tom dovish, foram o grande condutor dos mercados globais ontem no final do dia. O dirigente, membro votante nas reuniões do FOMC, disse que os bancos centrais devem se mover rapidamente nesta era de baixas taxas de juros quando veem sinais de problemas na economia. Foi o bastante para que o Índice Dólar ampliasse a queda às mínimas do dia, a moeda americana passasse a se desvalorizar antes todos os seus pares do G10 e o S&P 500 virasse para a alta. Aqui, o dólar fechou nos R$ 3,72, os juros futuros ampliaram a baixa e o Ibovespa, que operava em leve alta, foi às máximas (+0,83% aos 104.716 pontos). Três BCs reduziram suas taxas de juros hoje: Coreia do Sul, Indonésia e África do Sul. E o BC brasileiro também deve fazer o mesmo no dia 31, conforme os prognósticos do mercado, que precifica corte entre 0,25 pp e 0,50 pp - este último ganhou um pouco mais de força ontem a tarde. Quanto às medidas de estímulo à economia, cujo anúncio tinha sido prometido para ontem, ficaram para a semana que vem.


Lá fora, as bolsas americanas subiram e os yields das treasuries de 10 anos caíram para bem perto dos 2%aa. Embora um corte de 0,25 pp seja o resultado mais provável da reunião do FOMC do dia 31, a Pimco vê uma “chance significativa” de redução de 0,50 pp. O petróleo caiu pelo quarto dia consecutivo, em meio ao pessimismo sobre economia global.


Hoje a perspectiva de alívio monetário mais contundente após falas de membros do Fed segue reverberando em dia de agenda esvaziada nos EUA e no Brasil. Juros de títulos europeus caem, enquanto bolsas globais sobem. Dólar se recupera ante principais pares após recuo ontem. BC faz leilão de linha hoje e segunda para rolagem de até US$ 4 bi, enquanto mercado segue digerindo notícias sobre medidas, que tiveram anúncio adiado. Saque anual do FGTS será optativo, diz Valor.



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