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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 19/06/2020

Ontem: A prisão de Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro, foi o ingrediente novo a pesar sobre o dólar ontem, ao lado do já esperado corte da Selic em 0,75 pp, da porta aberta pelo BC para possível redução residual e da busca por moedas de proteção no exterior por causa dos novos surtos de coronavírus. O dólar subiu quase 3% e os mesmos motivos influenciaram no avanço dos juros longos. Já os curtos caíram mais um pouco, mesmo que a decisão do Copom já estivesse bastante precificada. Na bolsa, o corte do juro básico e a perspectiva de mais uma flexibilização em agosto levaram o índice à terceira alta seguida e ao patamar de 96.000 pontos. Flavio Bolsonaro disse que a operação policial é parte de ataques ao presidente, que não se pronunciou. Weintraub anunciou saída do MEC e assumirá cargo no Banco Mundial. LÁ FORA, as bolsas americanas encerraram a sessão em direções opostas diante de números de desemprego e aumento de casos de coronavírus. Aumento de casos na Califórnia e na Flórida e salto de internações no Texas alimentaram preocupações sobre o ressurgimento da doença à medida que o país retoma a atividade.


Hoje: Bolsas e moedas emergentes sobem, enquanto petróleo supera os US$ 40. Sinais de avanços nas relações entre EUA e China e expectativa com estímulos europeus alimentam o sentimento positivo. Por outro lado, incertezas sobre reincidência do vírus e a força da retomada da economia podem gerar volatilidade. Aqui dentro a politica segue no jogo. Bolsonaro negou envolvimento com Queiroz, mas o episódio alimenta manchetes negativas ao governo. Na pandemia, mesmo com o total de infectados perto de 1 milhão, os casos diários têm queda e o governo fala em estabilização da doença. Notícia gera potencial de alívio, mas que precisa ser confirmado por novos números. Setor de saneamento pode ver votação de novo marco na próxima semana e time de Guedes estuda meta para dívida pública. Agenda do dia é esvaziada.


Bom dia bom final de semana a todos.

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