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  • Mateus Cosac

Morning Call - 19/03/2019

O Ibovespa tocou a marca de 100.000 pontos ontem durante a sessão e fechou um pouco abaixo disso (99.993), renovando a máxima histórica, num dia em que o otimismo se espalhou pelo mercado doméstico, também levando o dólar a ampliar a queda e a romper o patamar psicológico de R$ 3,80 (R$ 3,7917). Os juros futuros médios e longos também aprofundaram a baixa na esteira do dólar. Não houve uma notícia específica citada por analistas como gatilho para o movimento, mas uma conjunção de fatores, como o cenário externo benigno a emergentes, otimismo com reforma da Previdência, mesmo com alguns ruídos nas informações, e expectativa de fluxo de recursos com privatização de aeroportos e captação do BB.

Nos EUA, as bolsas americanas tiveram leve alta em início de semana repleta de catalisadores potencialmente significativos, incluindo a reunião do Fed, no mesmo dia do Copom no Brasil. Outras reuniões de bancos centrais, inclusive o Banco da Inglaterra, darão mais pistas sobre a política monetária. A libra caiu após o presidente do Parlamento britânico impedir proposta da primeira-ministra Theresa May de colocar seu atual plano para o Brexit novamente em votação. O petróleo chegou à máxima do ano depois que a Opep e seus aliados reiteraram o compromisso em cortar a produção e recomendaram adiar a decisão de estender os cortes até junho.

Hoje o mercado externo segue positivo, com bolsas, commodities e moedas emergentes em alta moderada, o que pode ajudar ativos brasileiros na abertura, mas o otimismo dependerá da manutenção da mensagem branda do Fed. Um dia antes do Fomc, EUA divulgam dados de pedidos às fábricas e bem duráveis. No Brasil, sai 2ª prévia do IGP-M e IPC-Fipe supera previsão na véspera do Copom. No noticiário, Bolsonaro e secretário Marinho reafirmam que reforma das aposentadorias dos militares irá à Câmara amanhã juntamente com o projeto sobre a cobranças de dívidas. O socorro a estados, em troca de apoio à nova previdência, também poderá ser apresentado. Presidente do Senado fala em reforma aprovada até 17 julho, mas desafio político persiste e ministro pede paciência com tropeços. Nos EUA, Guedes defende que americanos invistam no Brasil, mas sem abrir mão do capital chinês. Após Brasil e EUA assinarem acordo para base em Alcântara, Bolsonaro e Trump se reúnem.




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