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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 18/12/2020

Ontem: Um movimento de realização de lucros, após a bolsa ter apagado recentemente as perdas do ano, impediu o índice de renovar máxima histórica nesta quinta-feira, mesmo tendo tocado os 119.000 pontos. Ainda assim, a bolsa subiu pelo terceiro dia seguido, capitaneada por Vale e embalada pela alta de commodities e das bolsas americanas, novamente na esperança de um acordo para um pacote de estímulos. O dólar operou em queda durante toda a sessão, mas reduziu um pouco o movimento com o mercado local calibrando expectativas sobre se o BC deve ou não ampliar a colocação diária de 16.000 contratos de swap com vistas a reduzir mais o efeito do overhdege ao final do ano. Sobre isso, Roberto Campos Neto disse que BC trata o overhedge como qualquer outro fluxo e atuará se provocar disfuncionalidade no mercado. Juros longos encerraram a sessão regular em baixa, enquanto taxas do miolo da curva subiram, em ajuste após outro leilão bem-sucedido do Tesouro, o último do ano, e com movimento técnico para a futura retirada do forward guidance do BC. Lá fora o S&P subiu e bateu novo recorde.


Hoje: BC anuncia leilão de linha de US$ 2 bi em medida que tem como pano de fundo a discussão sobre o efeito do ajuste do overhedge no fim do ano. STF faz contraponto ao governo e endossa imunização, formando maioria para vacinação obrigatória. Lewandowski autoriza estados a importarem vacina mesmo sem Anvisa, diz G1. Câmara aprova projeto que autoriza uso de superávit de fundos públicos. No exterior, bolsas tentam manter rali, mas têm fôlego reduzido diante de tensão EUA-China e impasse no Brexit, enquanto votação de pacote nos EUA é acompanhada. Índice dólar sobe após quatro quedas. Otimismo persiste nas commodities, com minério de ferro superando US$ 160. Agenda ainda traz contas externas no Brasil e índice antecedente nos EUA.


Bom dia e bom final de semana a todos.

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