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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 18/12/2019

A ata hawkish (mais dura) do Copom ontem levou à alta dos juros futuros e a redução da precificação de corte da Selic em fevereiro. Alguns analistas veem possibilidade de juro não cair na próxima reunião a depender de dados de atividade. Já o dólar reduziu a alta ao longo da tarde com fluxo pontual depois de subir mais cedo com o fantasma de um Brexit sem acordo e sem novos catalisadores após o acordo comercial. Os bancos puxaram a recuperação do Ibovespa depois da queda da véspera com notícias sobre CPMF. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o tema não deve passar no Congresso. O porta voz-da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que o imposto é analisado pelo ministério da Economia. No EXTERIOR, as bolsas americanas operaram perto da estabilidade ontem apesar de dados de produção industrial e construções de novas casas terem superado as estimativas. O petróleo ultrapassou os US$ 61 o barril pela primeira vez em três meses com a melhora de perspectivas para a demanda.


Os ativos externos amanheceram sem uma tendência definida. Por aqui, IPC-Fipe superou o teto das estimativas agora cedo e a expectativa dos economistas é de um salto do IGP-M na 2ª prévia do mês. Mesmo concentrada em alimentos, sobretudo carnes, e supostamente passageira, a alta da inflação neste fim de ano ajuda a endossar a cautela do BC, refletida na ata do Copom, com o crescimento da economia e do crédito. A probabilidade de corte da Selic embutida na curva de juros, que estava perto 50%, caiu a menos de 40%. Um BC mais cauteloso, porém, não deve reverter o bom humor do mercado. Parada nos juros combinada a um PIB mais vigoroso poderia tirar pressão do câmbio.


Bom dia a todos.

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