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  • Mateus Cosac

Morning Call - 18/12/2018


Em dia de baixa liquidez e falta de um driver forte, o mercado de câmbio doméstico seguiu o quadro externo de enfraquecimento da moeda americana (R$ 3,9020, queda de 0,30%), enquanto o Ibovespa acompanhou a queda das bolsas em Nova York ontem (-1,24% aos 86.399 pontos). Já os juros futuros, que mostraram baixas fortes na semana passada, tiveram pouca alteração, mas ainda com viés de queda. Dois dias antes da decisão do Fed, que deve ser o grande fato da semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar o BC americano, sugerindo que não há motivos para elevação da taxa porque a inflação está baixa e a moeda americana está forte. E mais um dado da indústria dos EUA veio abaixo das estimativas, o que alimenta receios de desaceleração global, já amplificados na última semana com números da China.

Ainda lá fora, as bolsas americanas caíram sob o impacto de ações de saúde, tecnologia e consumo; investidores aguardam sinalizações do Fed para 2019, que deve anunciar na quarta-feira a quarta alta de juros do ano. As dúvidas recaem sobre qual será o ritmo de alta das taxas no próximo ano, diante dos temores de desaceleração global. Trump voltou a falar sobre Fed, dizendo ser "inacreditável" que BC americano esteja considerando alta de juros mesmo em um cenário em que não há “praticamente nenhuma inflação”, o dólar está muito forte, “o mundo exterior explodindo à nossa volta, Paris em chamas e a China indo para baixo”. Apesar disso, o rendimento das treasuries de 10 anos caíram para 2,86%. O petróleo WTI acentuou a queda e ficou abaixo de US$ 50 o barril pela 1ª vez desde outubro de 2017 após notícias de aumento de estoques nos EUA.

O S&P futuro e as moedas emergentes amanheceram com leves ganhos, mas não eliminam a tensão após as bolsas de Nova York mergulharem mais de 2% ontem. Em meio à frustração com a fala do presidente da China e na véspera do Fomc, bolsas caem na Ásia. No Brasil, juros podem reagir à ata do Copom após comunicado limar a aposta em alta da Selic no curto prazo. IPC-Fipe fica abaixo do esperado e prévia do IGP-M deve mostrar aprofundamento da deflação. Proximidade do recesso esvazia noticiário político, mas investidores em opções de câmbio e bolsa mostram otimismo. Além das reformas, concessões do pré-sal e acordo Embraer-Boeing podem motivar negócios em 2019.



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