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  • Mateus Cosac

Morning Call - 18/09/2019

Ontem, um dia antes das decisões do Fed e do Copom, Trump deu um sinal de alívio na guerra comercial com a China, o Fed de NY fez uma operação de recompra para aliviar a liquidez no mercado monetário americano e o petróleo caiu, recuperando-se parcialmente da forte alta da segunda-feira. A fala de Trump, prevendo um acordo “talvez” em breve com o país asiático, levou o dólar a apagar a alta contra o real, os juros futuros a ampliarem a baixa já vista desde cedo e a bolsa a acelerar o seu avanço, para fechar no maior nível desde julho, acima dos 104.000 pontos. O mercado de juros no Brasil parte para a espera do Copom com expectativa consensual de corte de 0,50 pp na Selic e aumenta perspectivas para uma dose de mesmo tamanho também em outubro.


Lá fora, o petróleo caiu, devolvendo parte da forte alta da véspera, depois de a Arábia Saudita informar que restaurou parcialmente a produção em planta danificada por ataques no fim de semana. Rendimentos das treasuries cederam após a ação do Fed de NY para acalmar o mercado monetário. Outra operação do mesmo tipo será feita hoje.


Os mercados oscilam nessa manhã sem direção clara e devem manter cautela em meio às expectativas para as aguardadas decisões dos bancos centrais americano e brasileiro. Enquanto eventual impacto do Copom ocorrerá amanhã, decisão do Fomc hoje às 15:00, seguida por fala de Powell, ainda afetará ativos brasileiros antes do encerramento. Expectativa majoritária é que Fed corte juro em 0,25 pp, mas reação do investidor depende ainda da sinalização sobre decisões futuras. Ainda no exterior, BOJ (Banco Central Japonês) também se prepara para decidir sobre sua taxa. No Brasil, um corte de 0,50 pp da Selic está 100% precificado. Maioria dos bancos, contudo, esperam Selic abaixo de 5% até dezembro. Por isso, mais do que a decisão, foco é o comunicado do BC. Uma dúvida é se o risco de impacto das incertezas globais no câmbio não levará o BC a adotar um tom mais neutro.


Bom dia a todos

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