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  • Mateus Cosac

Morning Call - 18/05/2021

Ontem: A alta das commodities - especialmente petróleo e minério de ferro - levou o Ibovespa a tocar os 123.000 pontos no final da tarde, fechando um pouco abaixo disso, em avanço de 0,9%. Vale e Petrobras lideraram o movimento positivo, siderúrgicas também foram destaques e bancos como Bradesco e Itaú acabaram por ajudar o índice, o primeiro revertendo queda, o segundo apagando baixa. O dólar cedeu, na esteira do índice da moeda americana, depois de ter subido até 0,9% pela manhã. E isso levou os juros à baixa, somado a ajuste da forte puxada das taxas na semana passada, motivos pelos quais o mercado de juros acabou por reverter reação negativa inicial ao IGP-10 acima do teto das expectativas. Alívio do dólar no curto prazo, com a Selic mais alta e a melhora dos termos de troca em meio ao boom de commodities. Balança comercial teve superávit de US$ 2,88 bi de 10 a 16 de maio. Em NY, bolsas caíram de forma moderada, à medida que os investidores refletiam sobre os riscos para as perspectivas econômicas, incluindo inflação e aumento de casos da Covid-19 em algumas regiões do mundo.


Hoje: Boom de commodities prossegue no exterior e bolsas sobem, enquando dólar recua, com receios sobre o vírus confrontados pelo otimismo com retomada econômica. Na véspera da ata do Fomc, falas recentes de dirigentes do Fed minimizando riscos inflacionários aliviam receios de que a alta da inflação leve a uma retirada precoce dos estímulos. Nesta terça, dados de moradias e fala de Kaplan, do Fed de Dallas, são destaques da agenda externa. No Brasil, diretores do BC voltam a ouvir mercado. IPC-Fipe desacelera inesperadamente, em raro alívio da inflação, que deve seguir embalando demanda em leilão de NTN-B. Em Brasília, destaque é tentativa de aprovar MP da Eletrobras, que tem enfrentado dificuldade, mas CPI da Covid ameaça gerar barulho com fala do ex-chanceler Araújo. Agenda local ainda traz projeções do governo em momento de melhora das expectativas sobre o PIB.


Bom dia a todos.

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