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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 18/03/2019

Depois de um início de dia marcado pelo mau humor por conta de notícias sobre a reforma da Previdência para militares, os ativos domésticos engrenaram num movimento positivo ontem, passando a acompanhar os ganhos de emergentes no exterior e a considerar o sucesso do leilão de aeroportos, que gerou uma arrecadação de R$ 2,4 bi e cujo ágio chegou a quase 1.000%. O leilão era considerado um teste-chave para indicar o apetite dos investidores pelo plano de privatização do governo. O dólar caiu (R$ 3,8144), chegando a ser negociado no patamar de R$ 3,80 nas mínimas do dia. Os juros futuros também cederam e a bolsa subiu (+0,54% aos 99.136 pontos), renovando seu maior nível histórico e acumulando quase 4% na semana. No front da Previdência, o projeto para militares tem gordura para ser reduzida nos ajustes durante a negociação, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto.


No exterior, as bolsas americanas tiveram a semana desde novembro após a China renovar o comprometimento com os estímulos à economia e investidores ficarem mais confiantes de que os bancos centrais vão continuar com políticas acomodatícias. Volume subiu e negociações ficaram voláteis durante a sessão em meio a vencimento de futuros e opções nos índices e nas ações. O petróleo caiu, embora tenha encerrado a semana em alta, em meio a atraso nas conversas entre líderes dos EUA e China e preocupações com a demanda.


A semana começa com as bolsas globais tentando manter os ganhos recentes e as ações de mineradoras sobem após a Justiça proibir a Vale de operar mais uma mina. Juros das treasuries operam estáveis e as taxas europeias caem enquanto mercados aguardam sinalização sobre alta de juros do Fomc na quarta-feira. No Brasil, expectativa unânime é de Selic estável no Copom, mas mercado também ficará atento às mensagens do 1º comunicado assinado por Campos Neto. Após leilão de aeroportos ajudar bolsa a se aproximar novamente dos 100.000 pontos na sexta-feira, nesta semana mercado monitora a entrega do projeto de reforma da previdência dos militares, esperada para quarta. Semana de catalisadores fortes começa com agenda externa vazia. Bolsonaro e Guedes cumprem agenda nos EUA.




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