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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 18/02/2019

A recepção favorável do mercado aos pontos da proposta de reforma da Previdência divulgados na véspera continuou ecoando na sexta-feira, com efeito mais direto nos juros futuros, que passaram toda a sessão em queda. O dólar só firmou baixa à tarde, ajudado também pelo exterior, mas respeitando o importante suporte de R$ 3,70, que atrai compras quando ameaçado. Já a bolsa partiu para realização de lucros, depois de superar 98.000 pontos no intradiário e ter subido 2,3% um dia antes. Encerrou o dia aos 97.525 pontos, queda de 0,5%, mas o saldo semanal foi positivo.

Nos EUA, as bolsas subiram com perspectivas maiores de consumo e progressos nas negociações comerciais EUA/China, dólar recuou, após ter subido pela manhã, e rendimentos das treasuries avançaram. Trump elogiou o progresso nas negociações e afirmou que pode estender a trégua no aumento das tarifas a produtos chineses. Os dois países vão continuar as negociações esta semana. Depois do shutdown mais longo do governo dos EUA, o presidente americano disse que vai declarar emergência nacional na fronteira em uma tentativa de desbloquear recursos para a construção do muro. Ele concordou com a liberação pelo Congresso de apenas US$ 1,4 bi dos US$ 5,7 bi pedidos por ele para o projeto.

A semana começa as bolsas estrangeiras sem uma direção clara, com feriado nos EUA provavelmente reduzindo a liquidez em dia de agenda externa esvaziada, mas sentimento positivo com comércio global persiste nos mercados de commodities e moedas. No Brasil, governo tenta reagir para abafar crise usando pacote anticrime de Moro e reforma da Previdência. Bebianno, que estaria para deixar governo, diz que não atacará Bolsonaro. BC divulga pesquisa Focus, Safra corta estimativa para o PIB e IPC-Fipe desacelera mais que o previsto em meio a apostas nascentes em corte da Selic.



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