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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/12/2021

Ontem: Em ambiente de redução de apetite ao risco globalmente e de bancos centrais mais agressivos contra a inflação, um leilão de dólar à vista, com venda de US$ 830 milhões, ajudou a segurar a pressão sobre o câmbio local. Quadro de liquidez apertada, inclusive por pagamentos de dividendos e citado até por Roberto Campos Neto, levou o BC a colocar quase US$ 3,4 bilhões em mercado desde sexta em atuações desse tipo. O dólar apagou o avanço visto antes da intervenção e operava perto da estabilidade ao final da tarde. O Ibovespa reduziu a alta à medida que bolsas em NY acentuavam perdas, com o peso das ações de tecnologia levando o Nasdaq a cair mais de 2%. Juros futuros subiram, em movimento que começou pela manhã com avanço dos yields europeus após aperto monetário inesperado pelo Banco da Inglaterra. Taxas mantiveram alta durante a tarde com mercado reduzindo riscos e pesando o discurso de Campos Neto, que reiterou a preocupação com o risco de desancoragem das expectativas de inflação. Além do BoE, outra surpresa veio com aumento de juros no México acima do esperado. Já o BCE manteve as suas inalteradas e ajustou temporariamente a compra regular mensal de títulos para suavizar a saída dos estímulos. Na bolsa, Cade movimentou setor de saúde e Petrobras subiu com aprovação de venda da Braskem. JBS caiu com desmonte de posição na empresa pelo BNDES, segundo fontes. O Congresso promulgou parte final da PEC dos precatórios e pesquisa Datafolha indicou possibilidade de ex-presidente Lula vencer eleições no primeiro turno.


Hoje: Bolsas externas são pressionadas por queda das ações de tecnologia, diante da percepção de que o aperto monetário por alguns dos maiores BCs globais prejudica especialmente os ativos mais valorizados. Variante ômicron também reforça cautela e petróleo recua, enquanto moedas emergentes têm desempenho misto. Minério de ferro destoa do sentimento negativo e sobe com otimismo sobre produção de aço chinesa. No Brasil, mercado monitora o BC, que voltou a vender dólar à vista ontem diante das remessas que pressionam o real no fim de ano. Agenda sem grandes drivers destaca leilão da ANP, que testa apetite do investidor por campos do pré-sal, entrevista com Guedes, diretora do BC em evento e vencimento de opções. IPC-Fipe desacelera para 0,56% na 2ª quadrissemana do mês. Cena corporativa traz follow-on da BRF.


Bom dia e bom final de semana

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