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  • Mateus Cosac

Morning Call - 17/12/2018

Atualizado: 18 de Dez de 2018

Uma perspectiva melhor para o cenário doméstico no próximo governo levou os ativos brasileiros a mostrarem alguma resistência em meio a uma forte aversão a risco no exterior na sexta feira. O dólar subiu, mas desacelerou alta à tarde (R$ 3,9035), depois de ter chegado a R$ 3,92 mais cedo. O Ibovespa perdeu menos que as bolsas americanas (-0,44%), que caíram em torno de 2% com receio de desaceleração global, sem encontrarem ânimo nas declarações de Trump de que um acordo com China poderia estar próximo. Os juros futuros médios e longos estenderam a queda pós-Copom, considerando que inflação baixa e atividade sem tração devem levar a Selic a ficar estável na maior parte de 2019 - ou até a cair, se a reforma da Previdência for aprovada. O mercado gostou dos dois novos nomes indicados para o BC, assim como tinha aprovado o escolhido para a secretaria da Previdência. Cresce a confiança -que era já forte - no time econômico do futuro governo Bolsonaro. Só falta combinar com o Congresso.

Lá fora, continuam pesando as preocupações com a saúde da economia global. A percepção de perda de vigor da economia chinesa assolou os mercados após dados abaixo do esperado tanto de varejo, que teve desempenho mais fraco desde 2003, como de indústria, que desacelerou para 5,4% a/a em novembro. Fala de Trump no Twitter sinalizando que um acordo com a China poderia sair "logo" não melhorou sentimento. O dollar Index subiu; os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos caíram para 2,89%, 1º recuo em uma semana. O petróleo caiu diante do crescimento do xisto nos EUA contra demanda mais baixa em 2019.

A semana começa com os índices de ações oscilando e com o dólar recuando, com tendência incerta após sell-off que derrubou as bolsas na sexta-feira. Investidor aguarda Fomc na quarta e, nesta segunda, o Índice Empire Manufacturing de NY. Embora a volatilidade externa seja o principal driver do mercado, a agenda local também é forte. BC oferta até US$ 1 bi em linha no câmbio depois de dólar fechar acima de R$ 3,91 na sexta e B3 tem vencimento de opções e prévia do índice.



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