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  • Mateus Cosac

Morning Call - 17/10/2019

O dia ontem terminou bem melhor para os ativos brasileiros do que havia começado. O Ibovespa recuperou-se à tarde, passada uma pressão vendedora relacionada ao vencimento de opções sobre o índice. A retomada do patamar dos 105.000 pontos aconteceu mesmo diante de queda modesta das bolsas americanas e analistas comentaram que o índice pôde refletir melhor a aprovação da cessão onerosa, que tornou mais certa a conclusão da reforma da Previdência no dia 22. O dólar caiu, diante da fraqueza da moeda norte-americana no exterior e com ajuste após altas recentes no mercado doméstico, depois de mostrar certa volatilidade durante a manhã. E os juros futuros ampliaram a queda durante a tarde, com fluxo aplicador e perspectivas de novos cortes da Selic. Apostas de que os juros básicos podem cair abaixo de 4,5% seguem crescentes. Lá fora, as bolsas americanas caíram com ações de energia e tecnologia na liderança. A 1ª queda em sete meses das vendas no varejo dos EUA aumentou as expectativas para mais um corte de juros pelo Fed. O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que o BC americano teria argumentos para cortar novamente os juros, dados os riscos existentes. Mais cedo, o presidente Donald Trump disse que “China já começou a comprar dos agricultores”, mas que um acordo comercial provavelmente não será assinado até que ele se encontre com o presidente chinês Xi Jinping na cúpula da APEC no próximo mês no Chile.


Hoje as bolsas globais ampliam a alta e o dólar recua após a União Europeia e o Reino Unido anunciarem um acordo sobre o Brexit. Acordo ainda depende de aprovação por um parlamento onde o governo Johnson não tem maioria, mas ainda assim ativos reagiram com alívio com possibilidade de ser removido o risco de um divórcio hostil entre europeus continentais e britânicos. Ausência de notícias sobre guerra comercial também ajuda a serenar os ânimos no mercado, que segue digerindo resultados corporativos no exterior. Dados da indústria e moradias serão monitorados nos EUA de manhã e PIB da China será destaque à noite. No Brasil, o Senado encerra a discussão da Previdência, colocando a PEC na contagem regressiva para votação final na terça que vem. Agenda local traz fixação de preço em oferta do BB, Campos Neto em Washington, encontro de Guedes com Maia e Alcolumbre e início da análise da prisão em 2ª instância pelo STF, mas que só deve tomar decisão, que eventualmente envolveria Lula, na semana que vem.


Bom dia a todos.

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