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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/09/2020

Ontem: O foco do mercado doméstico voltou-se para o Copom, após o Fed confirmar postura dovish, ao sinalizar juros estáveis perto de zero até 2023, pontuada por incerteza quanto ao futuro e pela necessidade de maior estímulo fiscal. O dólar caiu e rumou para o menor nível desde julho, embora tenha deixado as mínimas vistas logo após o comunicado do BC americano. Os juros futuros encerraram sessão regular em alta, com expectativa de manutenção da Selic em 2% e alguma mudança de tom no Copom. O Ibovespa até ensaiou alta logo após o comunicado Fed, mas não sustentou e acompanhou a queda das bolsas americanas, onde a perda das ações de tecnologia predominou na sessão.


Hoje: BC manteve ontem a noite a Selic estável e reforçou o forward guidance, sem endossar as altas embutidas nos contratos futuros, e evitou elevar o tom do receio com o risco fiscal ou a inflação. Moderação do Copom tem potencial de aliviar a pressão na barriga da curva. Ajuste ao Copom pode ser prejudicado pelo clima de ressaca no mercado global. Bolsas caem, enquanto as moedas emergentes e commodities devolvem parte dos ganhos de ontem. Agenda externa ainda traz decisão do BOE e seguro desemprego dos EUA. No Brasil, IPC-Fipe dispara mais de 1%, corroborando pressão inflacionária minimizada pelo BC como sendo de curto prazo. Segue no foco situação na equipe de Guedes, que hoje participa de talk show, e senador Bittar diz que teve sinal verde do Planalto para criar programa de renda básica. No corporativo, Moody´s eleva rating da Eletrobras e Cemig. Privatização da Copel Telecom tem preço mínimo de R$ 1,4 bi.


Bom dia a todos.

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