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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/09/2019

A avaliação de que o choque do petróleo deve ter efeito recessivo, e não inflacionário, impediu a alta do dólar e fez os contratos de juros recuarem nesta segunda-feira. Prevaleceu a visão de que o ataque às instalações da Arábia Saudita, que atingiu 5% do suprimento global, mantém o Copom e o Fed na rota de cortes de juros - apesar da disparada recorde de mais de 15% do petróleo. Também contribuíram as projeções em baixa para o IPCA na pesquisa Focus. O Ibovespa encerrou o pregão perto da estabilidade, com as ações da Petrobras em alta de mais de 4%. A valorização recorde do petróleo, no mesmo dia de vencimento de opções sobre ações, pegou de surpresa operadores que apostavam na queda dos papeis da estatal. O dólar teve reação modesta ao petróleo com visão de que impacto será limitado no Brasil. Na máxima do dia, chegou a subir 0,5% para R$ 4,10, e encerrou o dia ao redor de R$ 4,09.


Lá fora, o dólar subiu, os yields cederam e as bolsas americanas tiveram leve queda.


Bolsonaro e Petrobras descartam reajuste imediato dos combustíveis em resposta à disparada do petróleo, deixando o caminho livre para o Copom, que inicia hoje reunião de dois dias, corresponder às expectativas de corte da Selic para novo piso histórico de 5,5%. Equipe econômica discutiu o tema nesta segunda, mas governo diz que ainda é cedo para avaliar impacto na economia, dada a volatilidade do mercado. Preço do barril tem leve baixa após maior alta da história registrada ontem, mas Arábia Saudita não espera recuperação rápida da perda de oferta causada pelo ataque. Mesmo com petróleo interrompendo alta, cautela se mantém no exterior e dólar se fortalece ante maioria das demais moedas. Agenda fraca traz produção industrial nos EUA na véspera do Fomc.


Bom dia a todos

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