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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/07/2019

Com os próximos capítulos da reforma da Previdência adiados para agosto, depois da aprovação em 1º turno pela Câmara, e com os parlamentares já desacelerando os trabalhos para entrarem em recesso nesta semana, o mercado doméstico olha para o exterior enquanto prossegue com seus ajustes técnicos. E lá fora a dinâmica do dia de ontem foi dada pela alta do dólar e pela queda do petróleo, que cedeu para menos de US$ 60 o barril com perspectiva de alívio nas tensões entre EUA e Irã. O dólar, aqui, subiu de forma modesta, ainda num patamar considerado confortável (R$ 3,7694), e a Petrobras, afetada pelo petróleo, tem a maior contribuição negativa em pontos no Ibovespa, que fechou na estabilidade (103.775 pontos). Os juros futuros acompanharam o comportamento do dólar, sem que isso tenha alterado a precificação na curva de que o Copom deve cortar a Selic no dia 31 entre 0,25 pp e 0,50 pp.


Lá fora, as bolsas americanas caíram depois que o presidente Donald Trump disse que poderia impor mais tarifas à China, se quisesse. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o Fed está “monitorando cuidadosamente” os riscos negativos para o crescimento dos EUA, o que fizeram com que os yields das treasuries reduzissem a alta no final do dia.


Sem indicadores relevantes hoje para confirmar a visão mais positiva, ativos domésticos devem continuar seguindo o exterior, após Trump voltar a falar sobre possibilidade de tarifas à China. Dólar sobe ante maioria dos principais pares no exterior nesta manhã, após dois dias em alta ante o real. Euro anula queda com dado de inflação atenuando efeito do tombo das vendas de veículos no mercado europeu. Nos EUA, Fed divulga Livro Bege. Medidas estudadas pelo governo brasileiro para estimular a economia podem ser anunciadas nos próximos dez dias, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Valor, após o avanço na tramitação da Previdência. Economia parou de piorar, disse Guedes, citando ter recebido dados do BC e do próprio ministério.



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