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  • Mateus Cosac

Morning Call - 17/06/2021

Ontem: A previsão de dirigentes do Fed de que os juros nos EUA podem ter dois aumentos até final de 2023 - um ritmo de aperto mais rápido do que o esperado - trouxe pressão aos ativos no exterior e no mercado local. Aqui, o dólar deu uma guinada para cima, depois de ter chegado a romper a marca dos R$ 5,00 no início da tarde, ao nível mais baixo desde junho do ano passado. Os juros futuros, que caíam pela manhã, passaram a subir. E a bolsa chegou a mergulhar mais de 1%. A intensidade desses movimentos foi atenuada depois, sem desfazer a visão de que Fed vai começar a desacelerar os estímulos em breve, depois de ter mantido níveis de juros e volume de compras de ativos por enquanto. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries dispararam e o dólar se fortaleceu. As bolsas reduziram perdas depois que Jerome Powell minimizou o risco de aumento imediato das taxas. Eletrobras acelerou ganho no fim do pregão, enquanto senadores aguardavam parecer sobre MP que viabiliza privatização da empresa.


Hoje: Mercado reage ao Copom, que adotou um tom visto por alguns analistas como mais duro que o esperado ao sugerir que a alta da Selic pode ser acelerada se as expectativas seguirem se deteriorando. BC confirmou o aumento da Selic para 4,25% e sinalizou nova alta igual para agosto, além de trocar a mensagem de ajuste parcial pela normalização da política monetária. Dólar, que ontem chegou a furar os R$ 5,00, pode ganhar alívio com o Copom, assim como a curva de juros. Ativos brasileiros podem superar desempenho dos pares externos, ainda que com ímpeto limitado pela continuidade da reação negativa do mercado global ao Fed, que, assim como o BC brasileiro, também surpreendeu com tom mais hawkish. Índice dólar sobe, enquanto bolsas e commodities estão em queda. Juros futuros ainda acompanham leilão do Tesouro, bolsa monitora votação da controversa MP da Eletrobras e BC inicia rolagem de swaps cambiais. País mostra avanço em vacinação com Pfizer, mas números da pandemia seguem altos.


Bom dia a todos.

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