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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/06/2020

Ontem: O aumento de casos de coronavírus dos EUA à China - onde Pequim determinou o fechamento de escolas - elevou a busca por moedas fortes, o que puxou o dólar contra pares do G-10 e pesou contra as divisas emergentes, incluindo o real, destaque de perdas. Por aqui, o dólar teve a quinta alta seguida e encerrou no maior nível desde o começo de junho. Os juros futuros longos subiram com o dólar, enquanto o curtos fecharam em leve queda na aposta de corte da Selic em 0,75 pp. Já o Ibovespa seguiu a valorização das bolsas americanas, que olharam mais para o lado da recuperação da economia - do qual as vendas do varejo acima do esperado foram um sinal - do que para os receios com uma segunda onda do vírus. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a economia americana pode ter atingindo o fundo do poço e estar entrando em um período de melhora significativa do emprego, ainda que, em sua apresentação inicial ao comitê bancário do Senado, tenha feito antes uma avaliação contida de notícias econômicas positivas.


Hoje: Copom deve cortar a Selic hoje para 2,25%, segundo a previsão quase unânime dos analistas. Eles ainda esperam que o BC sinalize o fim do ciclo de alívio, mas sem fechar totalmente a porta a novas reduções. A expectativa está embutida na curva de juros, que precifica corte total de quase 100 pontos. Na decisão anterior, comunicado visto como dovish elevou a pressão no câmbio e empinou a curva. No exterior, bolsas e moedas pares do real como rand e peso mexicano devolvem maior parte dos ganhos registrados mais cedo. Viés positivo com estímulos e dados americanos fortes é limitado por evidências de ressurgimento do coronavírus e atritos geopolíticos na Ásia. Agenda local traz dado de serviços, que deve mostrar queda acentuada, e IPC-Fipe acelera mais que o previsto. Nos EUA, dados de moradia têm estimativa de alta forte, em linha com o número de varejo de ontem, e Powell fala na Câmara. Senado aprova MP sobre redução de salários e jornadas durante a pandemia, mas clima segue tenso na política. Casos da Covid no Brasil renovam recorde diário.


Bom dia a todos.

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