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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/03/2021

Ontem: Os movimentos dos ativos aqui e no exterior espelharam ajuste fino e maior cautela, principalmente à tarde, antes de decisões muito aguardadas do Fed e, no âmbito local, do Copom. Os yields dos Treasuries de 10 anos passaram da baixa à alta e depois atenuaram um pouco do movimento, enquanto as bolsas em NY fecharam sem direção firme. Aqui, o dólar chegou a apagar a queda, os juros futuros longos reduziram a baixa e o Ibovespa ampliou as perdas na segunda metade do pregão. Nos EUA, onde a vacinação avança firme, apontando para uma recuperação econômica que poderá acelerar a inflação, o mercado estará de olho nas novas projeções econômicas e de taxas de juro do Fed. Aqui, onde a vacinação é lenta, a pandemia mostra-se no seu pior momento, o dólar subiu muito e o pass-through contamina a inflação, a atenções voltam-se para o tamanho do que deverá ser a primeira alta da Selic em quase seis anos, se as expectativas do mercado se concretizarem. A curva de juros mantém inteiramente precificada uma alta de 0,50 pp e contempla chances menores para 0,75 pp. Mercado espera um tom mais duro no comunicado do Copom.


Hoje: Copom deve elevar o juro pela 1ª vez em quase seis anos e mercado avalia o comunicado em busca de sinais sobre os próximos passos. Curva de juros mostra apostas divididas entre alta de 0,50 pp e 0,75 pp da Selic. Impacto da pandemia sobre a atividade e IPCA ainda na meta para 2022 são argumentos dos que defendem um BC mais moderado, enquanto a ala que pede decisão agressiva cita o efeito do câmbio, agravado pela alta das commodities, e a deterioração das expectativas inflacionárias. IPC-Fipe supera todas as estimativas, em linha com o IGP-10 salgado de ontem, e investidor checará se BC ainda considera a alta dos preços como apenas um fenômeno de curto prazo. Antes do Copom, mercado reage ao comunicado do Fomc e fala de Powell, cujo tom dovish recente não eliminou a pressão dos yields dos treasuries diante dos receios de alta da inflação americana. Mercado externo tem desempenho misto esta manhã. Agenda do governo avança na Câmara com marco legal do gás, mas Centrão ameaça dificultar pauta após Bolsonaro rejeitar sua influência na escolha de ministro da Saúde, diz Folha. Número de mortes pela pandemia renova recorde e aumenta a rejeição à forma como Bolsonaro combate a doença, diz Datafolha. Agenda ainda traz encontro de Guedes com Bolsonaro e coletiva de Queiroga. No corporativo, Eletrobras e Correios são incluídos no plano de desestatização.


Bom dia a todos.

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