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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 17/03/2020

Ontem: O pânico voltou aos mercados nesta segunda-feira, após novo corte de juros extraordinário do Fed no domingo, gesto que foi repetido pelo BC da Coreia e do Chile e que dá sequência a uma série de medidas globais para conter os efeitos do coronavírus sobre as economias. Aqui, enquanto o dólar renovava recorde intradiário acima de R$ 5,06, a bolsa despencava e os juros ampliavam apostas de corte de juros, todas as atenções estiveram voltadas para uma possível atuação extraordinária do BC na política monetária e no câmbio, o que não aconteceu. A curva de juros já precifica totalmente um corte de 0,50 pp, mas nas mesas discute-se que a redução poderia ser de até 1 pp, antecipando o ciclo de afrouxamento. Na política, o mercado não gostou nada do acirramento dos ânimos entre Executivo e Legislativo, no que foi considerado por muitos analistas como o pior momento das relações entre os poderes até agora.


Hoje: O anúncio de medidas pelo ministro Paulo Guedes, com impacto de até R$ 147,3 bilhões, tende a ser insuficiente para aplacar o nervosismo do mercado, à medida em que, nos EUA, o presidente Trump passa a admitir que a situação face ao coronavírus é ruim e economistas passam a estimar recessão. No Brasil, reação à crise também deve vir do Copom, com mercado estimando corte de 0,50 pp da Selic, mas BC não atua no câmbio, mesmo com dólar acima de R$ 5,00. As bolsas europeias amanheceram de lado, as moedas de emergentes recuando mais um pouco e o S&P futuro, que ja testou novas minimas durante a noite, agora sobe pouco mais de 1%.


Bom dia a todos.

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