Buscar
  • Pedro Hernandez

Morning Call - 16/12/2019

A sexta feira foi marcada por sobe e desce dos ativos ao sabor das notícias sobre o acordo comercial entre EUA e China. O dólar encerrou o dia em alta, no patamar de R$ 4,11, e os juros futuros encerraram ficaram estáveis. Após abertura em queda motivada pelo otimismo com as informações ainda não confirmadas sobre o acordo, o dólar subiu depois que Trump colocou em dúvida alguns pontos das conversas. Em seguida, voltou a cair depois que a China confirmou o entendimento inicial, e retomou a alta logo após em meio a dúvidas sobre os termos. Real teve o pior desempenho entre moedas emergentes e, em cesta de 16 principais moedas, ficou atrás apenas do dólar australiano. O Ibovespa subiu 0,33%, em novo recorde. Os papéis da Petrobras tiveram forte queda após anúncio do BNDES de vendas de ações da cia. No EXTERIOR, as bolsas americanas fecharam estáveis. EUA e China concordaram com os detalhes da primeira fase de um acordo comercial mais amplo. O acordo anunciado depende de a China aumentar as compras de produtos agrícolas americanos, como soja e carne de porco, e assumir novos compromissos em propriedade intelectual e moeda. Em troca, Trump concordou em reduzir algumas tarifas existentes e disse que também adiaria novas tarifas que entrariam em vigor ontem.


Hoje o mercado ensaia uma abertura positiva, ainda reagindo ao acordo EUA-China anunciado na sexta-feira, embora o otimismo não seja generalizado e esteja mais concentrado nas bolsas. Ações europeias sobem pelo 4º dia seguido com mineradoras em destaque e commodities se valorizam. CDS brasileiro cai a 100 pontos. Moedas emergentes têm desempenho misto, apesar de dados mostrarem que indústria e varejo na China aceleraram mais que o previsto. No Brasil, IGP-10 deve mostrar salto e Focus pode fazer novo ajuste no IPCA para este ano. Expectativas para inflação e juros, porém, devem ter maior influência ao longo da semana com ata do Copom, relatório trimestral do BC e entrevista de Campos Neto. Agenda variada hoje ainda traz PMIs nos EUA.


Bom dia e boa semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Sexta: Apetite ao risco no exterior, enquanto operadores ponderaram chance de Fed desacelerar ritmo do aperto em setembro, e relatos de fluxo doméstico sustentaram a dinâmica positiva dos ativos locai

Ontem: Avanço dos yields e realização de lucros pressionam dólar, que fechou em alta superior a 1%. Moeda renovou a máxima perto de R$ 5,17 e real anotou o pior desempenho entre emergentes. Rendimento

Ontem: Reversão da queda dos yields americanos freou o ímpeto de queda do DI, que chegou a mergulhar pela manhã com o CPI abaixo do esperado nos EUA. Inflação americana aumentou chance de 0,50pp pelo