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  • Mateus Cosac

Morning Call - 16/09/2019

A economia americana mostrou força com a divulgação de dados melhores que o esperado para vendas no varejo e sentimento do consumidor na sexta feira. Com isso, o mercado reduziu as expectativas de corte de juros pelo Fed e o rendimento das treasuries disparou. O reflexo para os ativos locais foi a valorização do dólar à R$ 4,09 e alta dos juros futuros, que deixaram para trás o alívio trazido pela calmaria na guerra comercial. Ajuste e falta de notícias internas abalaram a bolsa, que fechou abaixo dos 104.000 pontos, porém ainda em alta de pouco mais de 2% no mês. No final da tarde, o ministro Paulo Guedes disse que não falaria mais sobre CPMF e que a divulgação de informações sobre a recriação do imposto atrapalhou as discussões. “A última pessoa que falou sobre isso foi demitida”, disse Guedes.


No exterior, o rendimento das treasuries dispararam para o maior nível em seis semanas. O índice dólar caiu levemente. As bolsas americanas oscilaram, mas alcançaram terceira alta semanal seguida. As vendas no varejo dos EUA subiram 0,4% em agosto na comparação mensal, melhor do que a previsão de 0,2%, e o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan foi a 92 em setembro, acima da projeção de 90,8. O petróleo teve a maior queda semanal desde julho depois que a AIE alertou para um iminente excesso de oferta no mercado.


A semana começa com a disparada do petróleo, maior alta intradiária da história, com brent alcançando máxima acima de US$ 71, após ataque a instalações da Arábia Saudita, maior exportador mundial. Ataque retira 5% da oferta global e gera receios de retaliação dos EUA, que acusam o Irã de responsabilidade no caso. Risco geopolítico gera busca por proteção, valorizando o ouro e o iene e derrubando yields das treasuries. Bolsas recuam e dólar sobe, mas ações e moedas ligadas ao petróleo registram ganhos. Dados frustrantes na China e Brexit também afetam sentimento do mercado no início de semana do Fomc. Agenda nos EUA destaca índice do setor manufatureiro Empire State. No Brasil, semana do Copom começa com pesquisa Focus, que mostrará se dados acima do esperado do varejo e setor de serviços deram alento às expectativas com o PIB. Santander reduz previsão de Selic para 4,50% em 2019.


Bom dia e boa semana a todos

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