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  • Mateus Cosac

Morning Call - 16/08/2019

O anúncio de novo tipo de atuação do Banco Central no câmbio e o desmonte de posição em bolsa e no peso mexicano, fizeram o dólar afundar ontem. A moeda já abriu em queda num ambiente de recuperação dos emergentes. A medida do BC foi bem recebida e vista como forma de atender a demanda do mercado por liquidez no spot. O movimento de baixa do dólar ganhou velocidade a partir do meio da tarde, depois que o BC do México anunciou corte de 0,25 pp dos juros, para 8%, surpreendendo boa parte do mercado. A decisão provocou a redução de posições compradas em peso mexicano contra o real. Em contrapartida, o Ibovespa caiu mais de 1% e perdeu os 100.000 pontos (99.056), vítima de stop loss contra o dólar, na contramão das bolsas americanas. Vale e Petrobras puxaram o movimento, em dia de baixa das commodities. Os juros futuros encerraram a sessão regular em queda, com menos intensidade que a do dólar.


Lá fora, o S&P 500 encerrou sessão em leve alta após dia de fortes oscilações em meio a preocupações com a guerra comercial e com a queda dos yields das treasuries. Rendimentos dos títulos de 10 anos caíram abaixo de 1,5% pela 1ª vez em 3 anos, enquanto os de 30 anos registraram baixa de mais de 2% pela 1ª vez. A escalada da tensão comercial pesou sobre os mercados. Os chineses ameaçaram retaliação em caso de imposição de tarifas e o presidente Trump elevou mais uma vez o tom ao dizer que um acordo teria de ser nos termos dos EUA.


Hoje as bolsas externas avançam e as moedas pares do real têm ganhos discretos, sugerindo um respiro após semana de forte volatilidade. Trump diz que terá ligação com Xi Jinping, mas China promete resposta a tarifas. Mercado segue monitorando disputa EUA x China, enquanto juros do Fed podem voltar ao foco semana que vem com Jackson Hole.


Agenda externa fraca esta sexta incluiu dados americanos de moradia e sentimento de Michigan. No Brasil, mercado segue digerindo anúncio de atuação conjugada que ajudou dólar ontem a cair abaixo de R$ 4. Guedes diz que BC tem autonomia no câmbio, mas volta a sugerir que país poderia vender US$ 100 bi em reservas para responder a ataque especulativo. Ministro reitera que não teme contágio externo e diz que não duvida de privatizações maiores.

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