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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 16/05/2019

Os contínuos sinais de fraqueza da economia, que têm gerado uma onda de revisões para baixo no PIB, a dificuldade percebida na articulação política do governo com o Congresso e os protestos em todo o país contra os cortes na educação, impediram os ativos brasileiros de acompanharem mais de perto a melhora externa observada ontem. Depois da notícia de que Donald Trump deve postergar a imposição de tarifas comerciais sobre importação de automóveis da União Europeia e do Japão, segundo pessoas próximas às discussões, as bolsas americanas e europeias passaram a subir e o Dólar Index saiu da alta para a estabilidade. Aqui, o dólar saiu da máxima de R$ 4,02, mas fechou na casa dos R$ 4,00. O Ibovespa chegou a cair quase 2% e limitou a perda a 0,51% no fechamento, aos 91.623 pontos. Juros futuros limaram avanço e encerraram a sessão regular com pouca alteração.

No exterior, as bolsas americanas encerraram o dia em alta entre 0,45% e 1,15%. O petróleo subiu após relatório do governo mostrar queda no estoque de gasolina dos EUA, sugerindo mais demanda pelo petróleo bruto, em meio às tensões no Oriente Médio.

Hoje os protestos contra cortes na educação ganham as capas dos jornais, que relatam as manifestações como fator de desgaste do governo e um desafio às políticas do presidente Bolsonaro. Atos em todos os Estados do país ocorrem após derrotas do governo no Congresso. Agenda fraca no Brasil destaca leilão do Tesouro e índices de inflação, que devem desacelerar, mas mantendo nível proporcionalmente alto para uma economia que cresce na casa de 1% ao ano. Moedas pares do real mantêm alta no exterior, enquanto commodities avançam, mas não por perspectivas econômicas, e sim por sinais sobre oferta e demanda. Agenda externa esvaziada traz dados de moradia e seguro-desemprego nos EUA.



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