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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 16/03/2021

Ontem: O dolar teve a segunda alta seguida e mostrou efeito limitado às duas atuações do BC nesta segunda-feira, a primeira com swap cambial e a segunda com venda de moeda à vista, num total financeiro de US$ 1,565 bi. A própria estratégia do BC em suas ações no câmbio e na política monetária é citada como motivo de incertezas do mercado, além de todo o quadro de aceleração inflacionária, pressões dos rendimentos dos Treasuries e vacinação lenta por aqui. Analistas e traders voltaram a discutir o que o BC deveria fazer no Copom e o que talvez fará, sendo que uma alta de 0,50 pp está inteiramente precificada na curva de juros, ao mesmo tempo em que há apostas de +0,75pp. Também as atuações do BC no câmbio suscitam dúvidas. Juros curtos subiram, diante de pressão inflacionária e perspectivas de alta de juros, enquanto longos caíram. Focus mostrou salto nas projeções de IPCA para este ano e real teve a pior performance, de forma destacada, entre moedas emergentes. Ibovespa contrastou e mostrou disposição de ganhos, seguindo alta das bolsas americanas com avanço de vacinação e perspectiva de recuperação apesar de temor com alta de preços. Nos EUA, o índice S&P 500 alcançou recorde pela terceira sessão em meio ao otimismo crescente com a recuperação econômica e o progresso das vacinas.


Hoje: IGP-10 e IPC-S que saem nesta terça são os últimos índices de preço nacionais a serem divulgados antes da decisão do Copom de amanhã. Previsão é de números salgados e novas pressões estão encomendadas com aumento do aço pela CSN, segundo o Valor, em meio ao impacto da alta do dólar e das commodities. Presidente do Senado critica elevações de preços e diz que cobrará Guedes, que hoje tem reunião com Bolsonaro. No mercado, a pressão é sobre o Copom, que vê a aposta na alta da Selic encostar nos 0,75 pp às vésperas da crucial decisão desta quarta-feira. Inflação alta pode favorecer demanda por NTN-B em leilão. No exterior, índice dólar sustenta alta. Petróleo cai, mas minério de ferro se recupera. Treasuries estão estáveis e bolsas europeias sobem. EUA divulgam vendas no varejo e Caged no Brasil pode vir forte. No front da pandemia, Bolsonaro escolhe Marcelo Queiroga na Saúde para combate “mais agressivo” ao vírus. O 4º chefe da pasta é contra lockdown, mas defende vacinas, isolamento e máscaras, diz a mídia. No noticiário corporativo, Lira e Pacheco dão sinal favorável à capitalização da Eletrobras, que adia novamente o balanço.


Bom dia a todos.

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