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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 16/02/2022

Ontem: Uma distensão no quadro geopolítico, desde que presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou retirada parcial de tropas da fronteira ucraniana, trouxe de volta o apetite por ativos de risco no mundo, o que favoreceu também os brasileiros. O dólar chegou a cair 1% e a romper o nível de R$ 5,17, enquanto os juros futuros desabaram. O Ibovespa só não conseguiu acompanhar os fortes ganhos das bolsas de NY por causa da queda das commodities, que penalizou principalmente Vale e Petrobras e limitou alta do índice. Autoridades ocidentais saudaram cautelosamente a medida russa, embora tenham sinalizado a necessidade de evidências de que a retirada das tropas estava realmente ocorrendo. O alívio político ofuscou o dado de inflação ao produtor dos EUA, que subiu mais do que o esperado em janeiro. Por aqui, Eletrobras subiu com foco no TCU, que retomou nesta tarde julgamento sobre valor a ser pago à União no processo de venda da estatal. E Banco do Brasil avançou mais de 4% após balanço.


Hoje: Bolsas europeias e moedas emergentes estendem alta, enquanto futuros de NY têm viés levemente negativo com a perspectiva de alívio sobre a Ucrânia contrabalançada por postura de cautela de Biden. Assim como os desdobramentos da crise no leste europeu, ata do Fomc e dados de atividade nos EUA também podem mover ativos. Petróleo retoma alta e e minério sobe com inflação menor na China. No Brasil, mercado monitora o fluxo de entradas, fundamental para a baixa do dólar, que ontem chegou a furar R$ 5,17, e para a alta do Ibovespa. Commodities podem ajudar a prolongar alta da bolsa, que ainda avalia o sinal verde do TCU para Eletrobras e o resultado acima do previsto do BTG. Possível votação de projeto sobre combustíveis, opções sobre Ibovespa, IPC-S e fluxo da última semana também estão no radar.


Bom dia

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