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  • Mateus Cosac

Morning Call - 16/01/2020

As vendas no varejo abaixo do esperado em novembro derrubaram os juros futuros ontem, ampliando as apostas de corte da Selic, fizeram o dólar disparar para até R$ 4,18 na máxima, no maior nível intradiário desde 6 de dezembro e pesaram sobre o Ibovespa. A curva de juros futuros passou a embutir chance de 17,65 pontos de redução da taxa básica no próximo Copom de fevereiro e já existe a avaliação de que o Banco Central poderá ter de aumentar ainda mais a dose de alívio monetário e levar a Selic para abaixo de 4,25%. Real teve o pior desempenho entre as moedas e não se beneficiou do clima favorável no exterior com a assinatura do acordo comercial entre EUA e China. O dado de ontem veio na sequência de números também decepcionantes nos serviços e na indústria. O Ibovespa encerrou o pregão abaixo dos 117.000 pontos após duas altas seguidas, pressionado pela queda dos bancos diante de cenário de maior concorrência com as fintechs. No EXTERIOR, o S&P retornou das máximas do dia após renovar recorde intradiário em meio ao otimismo com a assinatura do acordo comercial entre EUA e China. Os dois países assinaram ontem a primeira fase do acordo comercial. O governo chinês se comprometeu a comprar US$ 200 bilhões em produtos agrícolas e manufaturados, energia e serviços dos EUA em dois anos até dezembro de 2021 e ampliar a repressão a roubo de tecnologia e segredos corporativos americanos. O acordo inclui também o compromisso da China em evitar manipulação de moeda.


Hoje o mercado espera o IBC-Br de novembro com estimativa de leve baixa mensal, em contraste com as previsões otimistas com as vendas no varejo que acabaram frustradas ontem. No exterior, bolsas têm alta modesta no pós-acordo EUA-China e foco é voltado para balanços e indicadores, como o de varejo que sai esta manhã nos EUA e o PIB da China à noite.


Bom dia a todos.

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