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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 15/10/2021

Ontem: Foram US$ 2 bilhões em dois dias colocados no mercado pelo BC via swaps cambiais extras, mas mesmo assim o dólar chegou ao final da sessão próximo à estabilidade e acima de R$ 5,51, depois de desfazer toda a queda vista sobretudo durante a manhã. O receio fiscal doméstico, diante das incertezas sobre precatórios e das notícias sobre estudos para correção do Bolsa Família e extensão do auxílio emergencial por dois anos, dissipou o efeito da atuação do BC, além do fato de o dólar ter reduzido a queda no exterior. Analistas aguardaram próximos passos da autoridade monetária para se certificarem de que há, de fato, a intenção de uma postura mais ativa no câmbio. Fernanda Guardado, diretora do BC, disse que BC não mudou forma de intervir no mercado de câmbio, nem busca nível específico para a moeda. Os juros futuros encerraram sessão regular em alta, mais influenciados pelo aumento da oferta de títulos prefixados do Tesouro em leilão. O Ibovespa, que na véspera tinha subido mais do que as bolsas de NY, fechou em queda leve, enquanto os índices americanos avançaram mais de 1,5%, no melhor pregão desde março, com ganhos corporativos acima do esperado. Petrobras desfez os ganhos vistos mais cedo, quando Bolsonaro disse ter “vontade” de privatizar a empresa.


Hoje: BC faz novo leilão extra de swap nesta sexta-feira e completa US$ 3,5 bi colocados no mercado desde 30 de setembro. O real, contudo, segue entre as piores moedas no período e não conseguiu se destacar substancialmente mesmo com as atuações mais pesadas dos últimos dias. Alguns analistas consideram que BC deveria ser ainda mais ativo, enquanto outros citam as incertezas fiscais para justificar a limitada eficácia das intervenções. Petróleo e metais sobem com força e sustentam as bolsas no exterior, mas moedas emergentes se beneficiam pouco. No Brasil, alta das commodities tem pesado mais pelo lado negativo, dos efeitos inflacionários. Mercado monitora falas de Campos Neto e Bruno Serra após Fernanda Guardado reiterar o passo de +1pp e dizer que pico da inflação deve ser em setembro ou outubro. Agenda ainda traz IBC-Br e IGP-10, com expectativa de dados mensais negativos, e vencimento de opções. Nos EUA, saem indicadores de varejo e Empire Manufacturing, além do balanço da Goldman. Governadores podem buscar STF contra mudança no ICMS e Bolsonaro mandará voltar bandeira normal da energia, segundo jornais.


Bom dia e bom final de semana a todos

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