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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 15/10/2019

A comemoração de um acordo parcial EUA/China da última sexta-feira cedeu lugar a dúvidas neste início de semana, depois de o país asiático indicar que quer repassar detalhes antes da assinatura. O aumento tarifário programado sobre produtos chineses para dezembro - que não foi suspenso como o de outubro - seria um dos objetos de análise. Possíveis sanções dos EUA à Turquia - confirmadas ao final da tarde de ontem, entre elas aumento de tarifas sobre o aço - e ainda as negociações do Brexit também empurraram os investidores para a busca de segurança, elevando o dólar no exterior, com reflexos no mercado doméstico, onde moeda chegou a ser negociada a R$ 4,1369. Os juros reduziram a queda vista mais cedo, em dia em que IBC-Br abaixo do esperado endossou o quadro de atividade fraca. O Ibovespa, ajudado pelos bancos, mostrou resiliência aos receios externos e subiu pelo quarto dia consecutivo. Lá fora, as bolsas americanas encerraram o pregão perto da estabilidade e o petróleo caiu após a maior alta em quase um mês na sexta-feira.


Hoje os futuros americanos reagem a notícia de que a China só vai comprar US$ 50 bilhões em produtos americanos se os EUA reverterem as tarifas aplicadas desde o início da guerra comercial. Investidor segue ainda à espera de balanços de grandes bancos americanos, que passam a compartilhar a atenção dos investidores com a guerra comercial. Dólar tem ligeira alta contra maioria dos pares e juros das treasuries recuam antes da fala de dirigentes do Fed. No Brasil, Senado pode votar a partilha de recursos da cessão onerosa, que tende a pavimentar apoio à votação da Previdência semana que vem e ampliar segurança jurídica para o leilão do pré-sal, em 6 de novembro. Leilão de petróleo pode gerar receita de R$ 628 bi em 35 anos. Agenda de indicadores é esvaziada aqui e no exterior.


Bom dia a todos.

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