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  • Mateus Cosac

Morning Call - 15/08/2019

A onda de aversão ao risco voltou a varrer os mercados globais ontem desde cedo, a partir de dados fracos da China e da Alemanha, o que levou as bolsas e commodities a quedas fortes, penalizou moedas emergentes e aumentou a busca pela segurança nas treasuries, a tal ponto que os rendimentos de curto prazo subiram acima das taxas longas pela primeira vez desde 2007 (inversão da curva). Trump acrescentou mais lenha na fogueira à tarde, ao dizer que o problema enfrentado pelos EUA não é a China, mas o Fed. Segundo ele, o Fed elevou muito os juros e de forma muito rápida, e agora está muito lento no corte. O Ibovespa caiu quase 3%, em intensidade semelhante à das bolsas americanas. O dólar manteve-se acima de R$ 4,00 durante a maior parte do dia, com máximas atingidas ao final da sessão (R$ 4,05). Os juros futuros subiram, na esteira do dólar e do estresse externo. Ao final da tarde, o BC anunciou que fará leilão de dólar combinado à oferta de swap reverso a partir do dia 21, estreando este tipo de atuação conjugada e fazendo a 1ª intervenção no mercado de câmbio à vista em 10 anos. Oferta simultânea não reduz reservas líquidas.


Lá fora, as bolsas americanas tiveram uma das piores quedas do ano. A produção industrial da China teve o menor crescimento desde 2002, a economia alemã encolheu após queda das exportações e a produção industrial na zona do euro teve a maior queda em mais de três anos. A inversão da curva de juros americana acendeu o alerta de recessão da economia americana.


Hoje o S&P futuro e as bolsas europeias até chegaram a subir, mas voltaram ao terreno negativo - embora com perdas menores do que as vistas ontem. Moedas pares do real têm ganhos leves. Após números da China e Alemanha soarem o alarme do risco de recessão, o mercado monitora hoje dados de varejo e atividade industrial nos EUA. O mercado de cambio local pode encontrar algum suporte no anúncio do BC. No período eleitoral, o hoje ministro Paulo Guedes havia dito que o BC venderia dólar das reservas para reduzir dívida interna se especulação levasse moeda a entre R$ 4,00 e R$ 5,00.

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