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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 15/05/2019

A melhora dos mercados internacionais ontem, na esteira de declarações de Donald Trump de que as negociações com a China serão bem sucedidas, foi o motor principal para os ativos brasileiros, sobrepondo-se a notícias negativas internas tanto no âmbito da fraqueza da economia, quanto na política. O dólar caiu após três altas seguidas e contribui para baixa dos juros futuros. As taxas reagiram também ao dado de serviços fracos e ao endosso do BC, em sua Ata do Copom, de que o processo de recuperação gradual sofreu interrupção. O Ibovespa subiu 0,4%, mas com menos ímpeto do que as bolsas americanas, inibido pela percepção pior de crescimento e pelos imbróglios políticos, e encerrou o dia aos 92.092 pontos. De Nova York, Rodrigo Maia negou recebimento de vantagem de qualquer companhia aérea, após ter sido citado em suposta delação de Henrique Constantino, da Gol, enquanto Flavio Bolsonaro disse que nada fez de errado, após notícias de que Justiça autorizou quebra de seu sigilo. Paulo Guedes afirmou que juros cairão e que economia vai se recuperar com as reformas, porém Maia disse, segundo a Folha, que falta clareza nas políticas do governo e que isso dificulta a aprovação.

No exterior, as bolsas americanas se recuperaram das perdas recentes com a mobilização de Donald Trump para garantir aos mercados que fechará um acordo comercial com a China. O petróleo subiu.

Hoje os mercados externos têm manhã de cautela, com bolsas europeias em leve baixa, enquanto investidores monitoram perspectivas sobre economia global e comércio. Dólar australiano cai após dados na China ampliarem receio de desaceleração, enquanto bolsa de Xangai subiu à espera de estímulos. Juros das treasuriesrecuam e iene sobe, em sinal de aversão ao risco. Petróleo também recua, enquanto metais fazem contraponto com alta discreta. EUA divulgam dados de indústria e podem mover ativos. No Brasil, cautela também aparece na política, após governo sofrer nova derrota na Câmara, que aprovou convocação do ministro da Educação para ir à casa nesta quarta-feira, enquanto professores preparam paralisação contra cortes de gastos.



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